O Ministério de Minas e Energia (MME) descartou a possibilidade de racionamento de energia elétrica no país, neste ano. A informação foi confirmada em meio aos alertas de emergência hídrica emitidos por organizações nacionais que enfatizam o período de estiagem e o menor volume de água nas hidrelétricas do Brasil.
Por meio de nota, o MME afirmou que em 2021 o órgão vai garantir o fornecimento de energia elétrica, sem necessidades de interrupções.
“Considerando o quanto o setor elétrico brasileiro evoluiu, é que o Governo Federal, inclusive em coordenação com os entes federativos, vem explorando todas as medidas ao seu alcance que nos permitirão passar o período seco de 2021 sem impor aos brasileiros um programa de racionamento de energia elétrica”, cita trecho da nota.
Conforme o ministério, 65% da produção de eletricidade do parque gerador brasileiro é composta por hidroelétricas e o governo trabalha para reduzir essa dependência a partir da diversificação da matriz energética.
“Foi adotada não só a política de diversificação da matriz, por meio dos leilões de energia, os quais viabilizaram que outras fontes se tornassem competitivas ao longo dos anos, protegendo os interesses do consumidor, mas também uma política de reforço do Sistema Interligado Nacional (SIN)”.
Racionamento e aumento tarifário preocupam representantes do PIM
De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a possibilidade de racionamento de energia elétrica exige a tomada de decisão sobre como administrar uma oferta de energia abaixo da demanda.
“Para manter a oferta no mesmo nível da demanda, é necessário a contração de geradoras independentes que utilizam grupos geradores movidos a combustíveis fósseis, que oneram o preço do Kwh para o consumidor final e para as indústrias”, analisou.
“Se houver racionamento de energia e aumento de custos em função das bandeiras tarifárias, haverá redução na atividade industrial e aumento dos preços aos consumidores, pois a indústria é a maior consumidora desse insumo”, completou.
Texto: Priscila Caldas
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