Ofícios enviados pelo Governo do Amazonas reafirmam que o Ministério da Saúde sabia da eminência da falta de oxigênio em Manaus em janeiro deste ano. Agora, segundo a Folha de São Paulo, o documento apresentados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid indicam que o Exército também teria sido avisado com antecedência.
Segundo a reportagem, Pazuello e o comandante militar da Amazônia (CMA), general Theophilo Oliveira foram oficiados pelo governador Wilson Lima (PSC) no dia 9 de janeiro, seis dias antes do colapso de oxigênio na capital. O documento alertava para a “iminência de esgotamento” e para a “necessidade de resguardar a vida dos pacientes” no estado.
O governador detalhava ainda a carga a qual buscava apoio logístico. Naquele dia, a White Martins teria disponíveis 500 cilindros em Guarulhos (SP), prontos para transporte aéreo urgente o estado requeria ajuda para transportar ao menos 36 tanques de oxigênio às 16h do dia seguinte, 10 de janeiro. Porém, os primeiros seis tanques foram embarcados somente no dia 12 e chegaram em Manaus no dia 13.
O insumo havia sido objeto de outros ofícios enviados ao Comando Militar da Amazônia, nos dias 7 e 8. Neste caso, quem assinou os documentos foi o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo.
Os pedido foram descobertos no curso das investigações da Polícia Federal, em inquérito aberto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Não há registro nem em documentos do Ministério da Saúde enviados ao STF nem em material divulgado pelas Forças Armadas antes do colapso sobre o transporte.
Com informações da Folha de São Paulo.
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