quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Com descontrole da pandemia, PIB do Brasil crescerá menos que de outros emergentes

Apesar de projetar crescimento de 3,7% do PIB brasileiro em 2021, relatório da OCDE aponta que a economia brasileira deverá avançar menos que países como China e Argentina.
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Novos negócios
O Amazonas ficou em segundo lugar entre os estados brasileiros que apresentaram os maiores crescimentos percentuais na abertura de negócios, no período de maio a agosto, em comparação ao primeiro quadrimestre de 2020

O relatório semestral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), documento que aponta as perspectivas para a economia global, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 3,7% em 2021.

Impulsionado por um aumento progressivo do consumo e do investimento das famílias desde o fim de 2020, apesar do expressivo número de casos e de mortes, o número mantém a previsão da organização feita em março. O resultado, no entanto, está bem abaixo do crescimento previsto para outros países emergentes, como Argentina (+6,1%) e China (+8,5%).

Outros países americanos também deverão crescer mais que o Brasil neste ano. Segundo as projeções da OCDE, em 2021 o crescimento do México vai crescer 5,0% em 2021; o Chile deverá crescer 6,7%; enquanto a Colômbia terá crescimento de 7,6%.

E mesmo após o fim de 2021, a economia brasileira deverá continuar cambaleante. Para 2022, a OCDE revisou para baixo a previsão de aumento do PIB do Brasil, que passou de 2,7% para 2,5%.

Entre os fatores que prejudicam o incremento do PIB brasileiro ao longo deste ano, o relatório cita a ampla disseminação do vírus da Covid-19, medidas de isolamento desordenada entre os estados e o ritmo lento de vacinação.

Economia Global

Em nível global, a expectativa é de que o PIB mundial feche o ano com crescimento de 5,8%, elevando sua estimativa de 5,6% feita na projeção divulgada em março. De acordo com a a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone, esta seria “a maior taxa desde 1973”.

A organização, no entanto, reforça que a recuperação é frágil e “desigual”. Como exemplos está o contrate de desempenho de países como os Estados Unidos, que tem crescimento previsto de 6,9%, que retorna aos níveis anteriores à pandemia, enquanto o crescimento do PIB no Japão deverá ser de apenas 2,6% no Japão, e de 3,3%, na Alemanha.

Reportagem: Lucas Raposo

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