quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Texto-base da Reforma Tributária é aprovado no Senado com Zona Franca preservada

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Plenário do senado
Senadores têm que aprovar PL que cria comitê gestor do IVA ainda em 2026. (Divulgação/Senado)

O Senado aprovou, na tarde desta quinta-feira (12) o texto-base do projeto de Lei Complementar regulamentação da Reforma Tributária (PLC 68/2024), com as vantagens da Zona Franca de Manaus preservadas. Foram 49 votos favoráveis a 19 contra.

Os senadores agora estão debatendo e votando os destaques, que são pedidos de mudanças em artigos do texto-base aprovado.

Dentre os destaques, até o momento, nenhum trata dos artigos que envolvem a Zona Franca de Manaus e que foram aprovados na Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) após muita mobilização dos senadores Eduardo Braga (MDB), o relator, e Omar Aziz (PSD), líder da bancada do Amazonas.

Concluída a votação dos destaques, prevista para está quinta-feira ainda, o texto seguirá para a rodada definitiva de votação na Câmara dos Deputados, que terá a palavra final.

O risco é de que novamente os itens que mantém os atuais benefícios e vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus sejam alteradas.

Para que isso não aconteça, Eduardo Braga articula a manutenção destes artigos diretamente com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PSD/AL), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em outra ponta, Omar Aziz negocia com a bancada de deputados do PSD, um dos maiores partidos da Casa.

Texto base aprovado com três novos impostos

O projeto relatado por Eduardo Braga estabelece regras para a cobrança dos três novos impostos sobre o consumo criados pela reforma tributária, promulgada em 2023 na forma de Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

Depois de um período de transição entre 2026 e 2033, cinco tributos: ICMS (estadual), ISS (municipal), IPI, PIS e Cofins (Federais) serão unificados.

A cobrança será dividida em dois níveis: federal (com a Contribuição sobre Bens e Serviços, ou CBS); e estadual/municipal (com o Imposto sobre Bens e Serviços, ou IBS).

Haverá também o Imposto Seletivo (IS) – uma sobretaxa aplicada para desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Um dos destaques que estão em discussão nesta tarde é sobre a inclusão de Armas e Munições no Imposto Seletivo, que terá alíquota mais elevada e, portanto, preços majorados.

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