quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Carrefour recua, CEO pede desculpas, e risco de desabastecimento é afastado

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Dívidas: Bovinocultura é a atividade pecuária destinada à criação de gado, sendo dividida em leite e corte (produção de carnes) - Foto: Divulgação/Adaf
Qualidade da carne brasileira foi ressaltada em carta de retratação do presidente do Carrefour. (Divulgação/Adaf)

O boicote as vendas de carne, frango e porco para unidades do grupo supermercadista Carrefour, que inclui ainda as bandeiras Atacadão e Sam´s no Brasil, deu certo e nesta terça-feira (26) o presidente mundial do grupo (CEO), Alexandre Bompard, pediu desculpas públicas em carta endereçada ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávero, e reafirmou a qualidade dos produtos brasileiros.

O boicote foi articulado por mais de 50 associações e entidades brasileiras, tanto de consumidores, como a Associação Brasileira de Hotéis, Restaurante e Similares, quanto de empresas, como os frigoríficos Marfrig e JBS.

Nesta segunda-feira (25) o desabastecimento dos produtos em unidades do Carrefour em São Paulo foi registrada pela imprensa nacional.

Em Manaus, um funcionário de uma das lojas do Carrefour revelou, pedindo sigilo da fonte, ao RealTime1 que o estoque duraria um pouco mais, até o final desta semana, porque devido a seca dos rios o abastecimento havia sido reforçado para atender as demandas locais.

A retratação do Carrefour mundial ocorre seis dias depois de Bompard ter publicado uma carta nas redes sociais dele afirmando que o grupo tinha assumido o compromisso “de não comercializar nenhuma carne proveniente do Mercosul“.

O contragolpe dos produtores brasileiros foi rápido e já no sábado um abaixo assinado das asssociações e entidades propunha o boicote as vendas para unidades do grupo Carrefour, alegando que “se a carne produzida no Brasil não servia para ser vendida na França, não deveria servir para ser vendida no Brasil“.

Carlos Fávaro respondeu ao ataque de Bompard e na segunda-feira declarou estar “feliz” com a decisão dos frigoríficos brasileiros de suspender o fornecimento de produtos ao Carrefour Brasil, bem como de associações de consumidores de não mais fazer compras em unidades da empresa.

Ele classificou a posição de Bompard como “absurda” e considerou a retaliação uma resposta legítima após 40 anos de comércio.

Para por fim ao impasse, além da carta do CEO, o Grupo Carrefour global divulgou uma nota, nesta terça-feira (26), que reconhece a “grande qualidade” das carnes dos frigoríficos brasileiros e que as redes de supermercados do Brasil continuarão optando pelas carnes produzidas nacionalmente.

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