quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cheia pode afetar desembarque em portos, afirma Sindarma

Apesar de o aumento no nível das águas proporcionar maior segurança durante o transporte, cheia pode prejudicar a atracação das balsas nos portos e atrasar o desembarque.
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Empresários do setor da navegação temem que o nível das águas do Rio Negro alcance a cota de 30 metros e ocasione impactos na estrutura portuária no estado. A cheia poderá dificultar a atracação de embarcações nos portos e consequentemente atrasar o desembarque de cargas. Nesta sexta-feira (7), o Rio Negro atingiu a marca de 29,33m.

O diretor do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Dodó Carvalho, explica que a elevação do nível das águas, apesar de favorecer a navegação, demanda adequação do segmento em termos de estrutura portuária.

“Caso a cota do Rio Negro chegue a 30 metros, a maioria das operações portuárias, no estado, terão problemas para o desembarque de cargas. As áreas de desembarque diminuem por conta do avanço das águas e as balsas terão que aguardar outra embarcação se retirar para atracar. Isso prejudica o tempo de desembarque das mercadorias”, informou.

Segundo Carvalho, o tempo do percurso das viagens também aumenta, durante a cheia, por conta dos cuidados na condução da embarcação para que o banzeiro não atinja as moradias dos ribeirinhos.

“Há um aumento no tempo do trajeto, mas não chega a encarecer o valor do frete. Ocorre uma compensação entre aumento do tempo e aumento de cargas transportadas porque conseguimos utilizar a capacidade máxima das embarcações”, explicou.

Dodó Carvalho também disse que a cheia favorece o transporte aquaviário por proporcionar maior segurança durante o transporte, sem riscos de as embarcações encalharem em bancos de areia ou esbarrarem em troncos de madeira.

Reportagem: Priscila Caldas

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