quinta-feira, 24 de setembro de 2026
PRAZO DE 48 HORAS

Justiça ordena transferência da Amazonas Energia aos irmãos Batista, Aneel pode recorrer

COMPARTILHE
Amazonas Energia
Transferência da Amazonas Energia ainda não foi assinada (Foto: Arquivo/Amazonas Energia)

A Justiça Federal do Amazonas determinou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprove imediatamente o plano da Âmbar Energia, do grupo J&F, para assumir o controle da Amazonas Energia.

A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe deu prazo de 48 horas para a agência implementar a proposta e transformar os contratos em vigor em Contratos de Energia de Reserva (CER), repassando o custo para os consumidores.

A decisão ocorreu enquanto a Aneel avaliava a possibilidade de intervir na distribuidora. A agência informou que aguarda notificação e pode recorrer da decisão.

A Âmbar fez uma oferta pela Amazonas Energia após a concessionária ser beneficiada por uma medida provisória do governo Lula, que socorre o caixa da distribuidora e repassa os custos aos consumidores por até 15 anos.

Como a MP não deve ser votada pelo Congresso, perderá a validade em 10 de outubro, o que impede a implementação dos benefícios autorizados e aumenta a possibilidade de intervenção.

A proposta dos irmãos Batista tem um custo estimado de R$ 15,8 bilhões para os consumidores, enquanto o valor ideal seria de R$ 8 bilhões, segundo a área técnica da Aneel.

Antes da decisão judicial, a Aneel analisava a possibilidade de intervenção, considerando riscos no plano da Âmbar e sondando possíveis interventores.

A intervenção ocorreria caso o plano fosse rejeitado ou a empresa não aceitasse as exigências da agência. O governo calcula um custo de R$ 4 bilhões para assumir a distribuidora, além de uma indenização de R$ 2,7 bilhões à concessionária atual, Oliveira Energia.

A Aneel criticou a falta de capacidade técnica da Âmbar em distribuição de energia, afirmando que a proposta onera os consumidores e não resolve adequadamente os problemas de distribuição no Amazonas.

A consulta pública sobre o plano está em andamento, e a decisão final deve ser tomada em breve. O Ministério de Minas e Energia pressiona pela transferência do controle, enquanto técnicos da Aneel seguem avaliando negativamente a proposta.

COMPARTILHE