O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal, Omar Aziz (PSD), reafirmou a sua neutralidade no processo, mas disse ao RealTime1: “Aquilo que a gente achar que seja de necessidade urgente a gente, claro, irá fazer”.
Com mais de cem requerimentos ainda em pauta para a votação, a CPI inicia uma semana movimentada com os depoimentos dos ex-ministros da Saúde: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, e Eduardo Pazzuello, que são peças-chave para compreender as ações do governo federal em relação à crise.
Segundo Omar, cada membro titular terá o direito a cinco minutos, e os suplentes a três, para questionarem os depoentes. Estes, por sua vez, terão direito a cinco minutos para as respostas e ainda serão feitas a réplica e a tréplica. Por serem convocados na condição de testemunhas, os depoimentos são obrigatórios e os interrogados não podem faltar com a verdade.
Os embates, assim como na última sessão, prometem ser acalorados, principalmente se mantido o comportamento da base governista na tentativa de deslegitimar as investigações. No entanto, Aziz indicou que os resultados das investigações devem prezar pela impessoalidade.
“É normal, as pessoas pensam de maneira diferente, mas no meu entendimento, todos nós queremos respostas, independente se temos respostas e essas respostas, com certeza, vai ter em cima disso que vamos fazer o relatório, sem fazer pré-julgamento de ninguém”, destacou Omar.
Texto: Giovanna Marinho
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