sexta-feira, 25 de setembro de 2026
ALEXANDRE SILVEIRA

MP da Amazonas Energia: Ministro sobe o tom e ameaça intervir na Aneel

COMPARTILHE
A Âmbar Energia, pertence ao grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista (Foto: Divulgação)
A Âmbar Energia, pertence ao grupo J&F, controlado pelos irmãos Wesley (E) e Joesley Batista (D), e tem interesse em assumir Amazonas Energia. (Foto: Divulgação)

O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, encaminhou um oficio, nesta terça-feira (20), à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ameaçando intervir na diretoria do órgão pela “crônica omissão” na regulamentação de medidas que podem causar um apagão elétrico no Pais. Dentre estas foi listada a MP 1.232/2024, que flexibiliza regras e facilita a transferência da concessão da Amazonas Energia para o grupo Âmbar, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F.

Alexandre Silveira deu um prazo de cinco dias à diretoria para encaminhar informações sobre os motivos do atraso na regulamentação das medidas.

Silveira já havia adiantado seu descontentamento com o não cumprimento de prazos para a regulamentação de leis, medidas provisórias e decretos presidenciais.

“Enquanto há vigência da medida provisória, ela é lei. Tem dois decretos emitidos pelo presidente da República, decreto presidencial! Decreto presidencial, e as agências reguladoras não cumprem prazos. Os decretos não estão sendo regulamentados”, disse Silveira no início do mês durante audiência na Câmara. 

O que prevê a MP da Amazonas Energia

O texto da MP 1.232 prevê a flexibilização de metas regulatórias (estabelecidas pela Aneel) para itens como: perdas não técnicas (furto de energia), receitas irrecuperáveis (inadimplência) e custos operacionais.

No caso da Amazonas Energia, cuja concessão está atualmente na mão do Grupo Oliveira Energia, do empresário Orsine Oliveira, são justamente essas metas que não estão sendo cumpridas.

Outra previsão da MP é a carência temporária para a aplicação de parâmetros de eficiência econômica e energética. Com a flexibilização, a cobertura dessas despesas pela CCC (embutida na tarifa de energia dos consumidores) valerá para três ciclos tarifários, ou 15 anos, já que as distribuidoras passam por revisões tarifárias a cada cinco anos.

Somente com estas condições previstas na MP, regulamentadas pela Aneel, é que o grupo Âmbar Energia se dispôs a assumir o controle da concessão, interesse que foi oficializado no dia 13 de junho, um dia após a publicação da MP pelo Ministério das Minas e Energia.

Leia Mais:

COMPARTILHE