quarta-feira, 23 de setembro de 2026
LOGÍSTICA AMEAÇADA

Dragagem no rio Madeira é acelerada com nível da água próximo de cota histórica

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Rio Madeira, em Porto Velho
Rio Madeira, em Porto Velho, se aproxima do pior nível da série histórica. (Divulgação/SGB)

O Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT) acelerou, nesta semana, o ritmo de dragagem do rio Madeira nos trechos entre as cidades de Porto Velho (RO) – onde o nível da água está perto de atingir a cota de 2 metros, a mais baixa para esta época do ano -; e Manicoré, no Amazonas, e na travessia da BR-230, a Transamazônica, em Humaitá, também no Amazonas.

Conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a cota mais baixa da história foi registrada em 6 de outubro de 2023, quando o rio atingiu a cota de 1,10 m. Contudo, para o mês de agosto, a média histórica para agosto é de 5m30, bem acima do 2m07 registrado ontem (6).

Enquanto o rio baixa aceleradamente em trechos importantes para o transporte fluvial entre Porto Velho e Manaus, a dragagem tenta garantir a navegabilidade e continuar o desenvolvimento econômico e social da Amazônia.

Os pontos críticos ao longo do rio Madeira incluem Tamanduá, Cujubim, Curicacas, Abelhas, Papagaios, Salomão, Costa São Paulo, Cintra, Miriti, Itapuru, Santa Cruz e Manicoré. Durante o período de julho a dezembro de 2024, a dragagem estará em operação para realizar a escavação, carga, transporte e descarga do material dragado, essencial para manter a profundidade do canal de navegação nos períodos de seca.

Conforme a Diretoria de Infraestrutura Aquaviária, que fiscaliza os trabalhos de dragagem, até está quarta-feira (7), aproximadamente 180 mil metros cúbicos de material já foram dragados nos trechos em questão.

Como é feita a dragagem do rio Madeira

Durante o processo de dragagem, uma embarcação é firmemente ancorada no leito do rio para garantir estabilidade, utilizando âncoras estrategicamente posicionadas. Uma lança equipada com um desagregador realiza a escavação do fundo do rio e o material desintegrado é aspirado por bombas de sucção, conduzindo o sedimento por tubulações até áreas designadas para despejo.

O avanço da dragagem é contínuo. Após cada ciclo de operação e concluído o trabalho em um ponto crítico, o equipamento de dragagem é deslocado para a próxima área identificada como prioritária.

O serviço de dragagem na travessia da BR-230, em Humaitá, é crucial para garantir a passagem diária de mais de 300 veículos por balsas, destacando sua importância para o transporte e a logística da região.

Em 2024, o orçamento para essas operações está em torno de R$ 200 milhões, previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para assegurar o desenvolvimento contínuo da infraestrutura na Amazônia.

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