Um grupo de manifestantes está neste momento em frente a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) protestando contra a concessão do título de Cidadão Amazonense ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deverá desembarcar em Manaus, nesta sexta-feira, às 10h30, para participar da inauguração da segunda etapa do Centro de Convenções e Exposições Vasco Vasquez.
Com faixas e cartazes chamando o presidente de “negacionista” e “genocida” por sua omissão no combate a pandemia de Covid-19, que já matou aproximadamente 15 mil pessoas no Amazonas, os manifestantes gritavam palavras de ordem e prometiam seguir em caminhada até o Vasco Vasquez, onde neste momento estão concentrados grupos de apoiadores do presidente.

Os deputados estaduais que votaram favoráveis à titulação de Bolsonaro também não foram esquecidos durante o ato de repúdio em frente da Assembleia. Os mesmos manifestantes que usavam palavras contra o presidente, carregavam cruzes e as fotos dos parlamentares que deram apoio à propositura do Delegado Péricles (PSL) em homenagear Bolsonaro como Cidadão do Amazonas.
A ativista do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Neila Gomes, compareceu ao local e atribuiu a culpa pela falta de oxigênio ao presidente.
“Bolsonaro mata asfixiado o povo amazonense. Bolsonaro atenta contra a Amazônia e, por conta disso, nós não podemos permitir que a Assembleia Legislativa dê um prêmio para ele”, disse a manifestante.
Um dos organizadores do movimento Yann Evanovick, explicou que a missão era impedir que o presidente fosse condecorado com o título no Plenário Ruy Araújo. Para ele, a honraria será recebida “pela porta do fundos” da história.
Durante o percurso houveram vários desentendimentos com apoiadores do presidente que passavam pelo local. Em um dos casos, um policial não identificado até o momento, foi acusado pelos manifestantes de bater em algumas mulheres que estavam no protesto, gerando uma confusão na chegada ao Centro de Convenções.
Participaram da caminhada de repúdio representantes do PCdoB, PT, PSB, Central Única de Trabalhadores (CUT) e das entidades de classes dos petroleiros.
Da Redação, com informações da jornalista Giovanna Marinho
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