O Partido Progressista do Amazonas se prepara para as eleições de 2022 de olho no movimento que fará o presidente Jair Bolsonaro. Secretário-geral da sigla no Estado, o deputado Belarmino Lins, o “Belão”, diz que o PP está na base de apoio do presidente, deve apoiá-lo na eleição, mas que a extensão desse apoio a um candidato ungido por ele no Estado vai depender do peso e da densidade eleitoral do indicado.
“Vamos estar com Bolsonaro, mas que ele não ofereça um aracu ao povo amazonense, pois estamos precisando é de um cardume de jaraqui ou no mínimo de uma boa pescada”, teorizou amazonicamente Belão.
Questionado se esse cardume de jaraqui tem o nome do governador Wilson Lima (PSC), cuja sigla do partido é um peixe, Belarmino diz que ainda é cedo para avaliar e cravar isso como uma certeza. “Estamos a um ano e três meses da eleição, muita água vai passar por este rio”, segue filosofando em termos amazônicos.
Sobre o projeto político do partido, Belarmino confirma que a candidatura dele à reeleição e a do irmão, o deputado federal Átila, são prioridades. Belarmino disputa o nono mandato e Átila o décimo segundo.
O poder de fogo para conquistar mandatos e emplacar um candidato ao governo não falta ao Progressistas. O partido cresceu muito na eleição de 2020, elegendo 103 vereadores em 47 municípios do interior e uma vereadora em Manaus, Thaisy Lippy. O PP está organizado em todos os municípios do Estado.
A aliança do PP em Manaus em 2022 também dá sinais do futuro do partido, que apoiou a candidatura de Ricardo Nicolau (PSD) numa articulação feita pelo senador Omar Aziz. A vaga de vice de Nicolau ficou para o filho de Belarmino, George Lins. Na eleição geral anterior, o PP não fez coligação majoritária no Amazonas, não apoiando nenhum candidato ao governo. Mas o partido coligou na proporcional com o PR, PV e SD e formou a aliança “Eu voto no Amazonas 4”, que pedia votos para Amazonino Mendes (então no PDT), derrotado por Wilson Lima.
Para Belarmino Lins, o tema que vai dominar a campanha é a pandemia de Covid-19. Ele, contudo, tem a esperança de no tempo da campanha, segundo semestre de 2022, a situação já esteja controlada e uma campanha normal possa ser realizada no Estado.
Texto: Gerson Severo Dantas
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