quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Apesar da falta de insumos, produção de bicicletas no PIM tem alta em março

Em março, o volume produtivo foi 3,1% maior que o registrado em fevereiro (56.078 unidades) e 6,9% superior às 54.115 bicicletas produzidas no mesmo mês do ano passado.
COMPARTILHE
Foto: Divulgação/Abraciclo

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 57.843 unidades em março. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o segmento segue impactado pela falta de insumos que atinge a indústria globalmente.

Em março, o volume produtivo foi 3,1% maior que o registrado em fevereiro (56.078 unidades) e 6,9% superior às 54.115 bicicletas produzidas no mesmo mês do ano passado.

Ainda de acordo com levantamento da associação, no primeiro trimestre 170.902 bicicletas saíram das linhas de montagem, número bastante semelhante ao atingido no mesmo período do ano passado, que foi de 170.923 unidades.

A melhora da crise sanitária causada pela segunda onda da Covid-19 em Manaus permitiu que as fabricantes retomassem seus turnos regulares de trabalho. No entanto, a escassez de insumos impede que a produção volte ao ritmo mais acelerado.

Falta de insumos é o principal gargalo

O principal gargalo do setor é o fornecimento de peças e componentes. Cerca de 50% dos insumos são provenientes de fornecedores mundiais, principalmente do continente asiático.

“A falta de insumos é o principal gargalo da indústria. Esse problema é mundial. Devido ao aumento da demanda por bicicletas e as limitações impostas pela pandemia, os fornecedores globais não conseguem atender aos pedidos. Esse problema deve persistir até o segundo semestre deste ano”, explicou o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola.

Entre os componentes que estão em falta, destacam-se sistemas de freios, sistemas de transmissões, suspensões e selins.

Gazola explica que a Abraciclo e suas associadas estão trabalhando com fornecedores locais para reduzir a dependência de fornecedores globais. No entanto, a indústria ainda é bastante dependente dos itens importados.

Ele acredita ainda que o abastecimento deverá ser normalizado no segundo semestre deste ano.

“A partir daí, a produção deverá entrar numa curva ascendente. Esse processo, no entanto, será gradual, pois haverá necessidade de ajustar a capacidade das fábricas, o que requer um planejamento minucioso”, afirma.

Leia mais:

COMPARTILHE