Para conquistar a confiança do poder Legislativo e da população brasileira, de acordo com o vice-presidente da Câmara Federal, Marcelo Ramos, o ainda não empossado ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deverá apresentar com urgência um plano de combate à pandemia e de vacinação contra à Covid-19.
“O prazo é para ontem, porque eu não quero acordar todo o dia vendo 3 mil famílias brasileiras enlutadas”, declarou Ramos em entrevista ao site Poder360.
Marcelo disse respeitar a decisão pessoal de Jair Bolsonaro (sem partido), pela troca no ministério por um nome não indicado por partidos políticos e que o simples fato de Queiroga ser médico, segundo ele, “ajuda um pouco, mas me preocupa um pouco de experiência na vida pública”.
‘Negou a gravidade da pandemia’
Entretanto, na visão do deputado, a origem do problema está nos posicionamentos de Bolsonaro, que contaminaram toda a estratégia estabelecida para o combate ao vírus pois permaneceu “negando a gravidade da pandemia”.
Ele defendeu ainda as alianças dos partidos de centro com a presidência. E disse que apesar de favorecer as ações do executivo federal, não defende os posicionamentos negacionistas de Bolsonaro.
“Quando você relativiza a gravidade da pandemia. Você não toma os cuidados necessários para medidas preventivas e também medidas estruturantes de combate a ela”, disse.
“Os nossos partidos dão sustentação ao País. Você nunca viu uma manifestação sequer desse grupo político de centro apoiando falar que estimulavam aglomeração, que relativizavam o uso da máscara ou dizendo que quem se vacinasse podia virar jacaré”, completou.
Mesmo defendendo a “abertura da caixa-preta” sobre a compra das vacinas, Marcelo disse ser “um equívoco” abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a responsabilidade sobre o colapso nos sistemas de saúde.
“Nós temos um ministério que tem dificuldades de gestão e de administrar a pandemia. Uma CPI não começa em um dia para terminar no outro. Nós estamos falando de pelo menos seis meses. Vamos pegar o pico da pandemia e dividir a energias do ministério entre atender as demandas da população para diminuir os danos da pandemia e responder a uma CPI”, esclareceu o vice-presidente da Câmara.
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