A vaga deixada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) pelo ex-deputado e agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Josué Neto, pode gerar uma disputa partidária entre o Republicanos (PRB) e o Partido Social Democrático (PSD).
Caso o atual vice-prefeito de Parintins, Tony Medeiros (DEM), à época filiado ao PSD, não ocupe o cargo ao qual teria direito pelos 16.403 votos nas Eleições de 2018, pela coligação ‘Amazonas com Segurança I’ (PSD, DEM e PRB), o próximo na linha de sucessão seria o Pastor Antônio Alves (PRB) com 16.196 votos.
Entretanto, contrariando a visão de especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem, na visão de Sidney Leite (PSD), a vaga seria do partido e não da coligação. Seguindo esse raciocínio, o posto seguiria para Liliane Araújo (PSL) que concorreu as eleições para deputada estadual pelo PSD em 2018 e obteve 13.936 votos.
PMN teve caso similar
Um caso similar ocorreu na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ano passado, quando o vereador Daniel Vasconcelos (PSC) assumiu a vaga de vereador deixada por William Abreu, que foi para a Secretaria Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).
Em 2016, ambos estavam filiados ao Partido da Mobilização Nacional (PMN) que disputou a eleição municipal coligado ao Partido Verde (PV).
O PMN porém, requereu que o preenchimento da vaga fosse realizado pelo candidato mais votado da coligação. O partido alegou ainda a infidelidade partidária de Daniel, uma vez que houve uma mudança de partido (Daniel foi do PMN para o PSC). Em decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu mantê-lo no cargo.
Tony Medeiros informou que até o fim do dia deve dar o veredito final sobre a permanência ou não na vice-prefeita a do município de Parintins após reunião com o prefeito Bi Garcia (DEM).
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