quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula precisa reconquistar ricos para tirar favoritismo de Bolsonaro

Os dados da pesquisa 'Especiais Eleições' da Revista Exame Invest Pro e Instituto IDEIA apontam que a rejeição do ex-presidente é maior entre as classes média e alta.
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Segundo a pesquisa Quaest, Lula perde de Bolsonaro apenas na região Centro-Oeste (Foto: Reprodução)
Segundo a pesquisa Quaest, Lula perde de Bolsonaro apenas na região Centro-Oeste (Foto: Reprodução)

A possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se candidatar às Eleições em 2022 abalou, mas não tirou o favoritismo de Jair Bolsonaro (sem partido) para reeleição. Os dados são da pesquisa Especiais Eleições da Revista Exame Invest Pro e Instituto IDEIA apresentada na última sexta-feira (15).

Porém, para vencer com tranquilidade os dois precisaram lidar com o mesmo problema: a rejeição. Entre os respondentes da pesquisa, 46% acreditam que Lula não merece ser presidente, enquanto 48% dizem que Bolsonaro não merece a reeleição.

Quando perguntados qual dos dois merece comandar o país, 32% são favoráveis a Lula, enquanto 42% ainda apostam em Bolsonaro. Lula está na dianteira na rejeição com 42% dos cidadãos questionados dizendo que não votariam de jeito nenhum em sua candidatura, contra 38% Bolsonaro.

Ricos não querem Lula

O público que desaprova, em sua maioria, o ex-presidente é composto pela classe média e alta. Seguido deles estão o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) (28%), Luciano Huck (26%), Ciro Gomes (23%), Sergio Moro (19%), Boulos (18%), Mandetta (15%), João Amoedo (11%).

O fundador do instituto IDEIA, especializado em opinião pública, Maurício Moura acredita que os dados mostram Bolsonaro como favorito pelo fortalecimento em seu reduto eleitoral, os evangélicos. Porém as respostas a pandemia e os números da economia devem ser pautas recorrente que irão definir muitos votos.

“Como apontamos seguidamente, as variáveis velocidade de vacinação e frequência do auxílio emergencial serão decisivas. Assumindo uma melhora da pandemia, a economia irá pautar a eleição de 2022”, explicou.

O vice mudará escolhas

A escolha do vice também pode mudar quadro das Eleições. Fernando Haddad permanece como favorito para ser vice de Lula, com 32% de pessoas que votariam nele com uma chapa puro sangue do PT. O apresentador da Rede Globo, Luciano Huck fica em segundo com 18%.

Huck, segundo Maurício, traria novos votos em outros nichos para Lula, uma vez que boa parte dos mais afortunados apontaram a preferência por um nome fora dos extremos políticos.

Enquanto a decisão do ministro o Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin que anulou as decisões da Lava Jato julgadas pela Vara de Curitiba, 73% dos entrevistados sabem que Lula se tornou elegível novamente. Boa parte dos 27% que não sabiam são das classes C e D, reconhecida como público do ex-presidente.

Porém, 49% das pessoas acreditam que essa informação não aumenta nem diminui as chances de mudar seu voto e 39% ainda não sabem dizer se essa informação altera ou não a sua decisão.

Bolsonaro vence em todos

Segundo a pesquisa, em todos os cenários propostos Bolsonaro seria releito. O destaque vai para Lula e para Huck que no segundo turno teriam cenário semelhantes com 37% das intenções de voto contra Bolsonaro (46%). Em um embate direto entre Lula e Bolsonaro, eles teriam 37% e 44% respectivamente.

A pesquisa foi realizada de 10 a 11 de março, onde 1 mil entrevistas em todas as regiões do país, respeitando as variáveis populacionais o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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