O salário médio mensal pago em 2022 aos trabalhadores de empresas legalmente formalizadas no Amazonas foi de R$ 3.264,23, o décimo segundo maior entre os Estados Brasileiros, e o quarto maior da Região Norte. Os números estão no Cadastro Central de Empresas (Cempre), feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta quinta-feira (20).
Os salários médios da Região Norte:
- Amapá: R$ 4.190,94, o segundo maior do País, atrás apenas do Distrito Federal (R$ 5.902,12);
- Acre: R$ 3.359,,27;
- Roraima: R$ 3.303,19;
- Amazonas: R$ 3.264,23;
- Pará: R$ 3.225,71;
- Tocantins: R$ 3.216,33;
- Rondônia: R$ 3.127,21;
- Média da Região Norte: R$ 3,274,07, a segunda pior entre as cinco regiões brasileiras;
- Média Brasil: 3,542,19.
Em termos de salário médio mensal, aqueles mais altos foram observados na Região Centro-Oeste, 3,3 salários mínimos, seguida pela Região Sudeste (3,2), Sul (2,8), Norte (2,7) e Nordeste (2,3).
Mulheres ganham 17% menos que homens
Os dados do Cempre divulgados pelo IBGE mostram também que o pessoal ocupado assalariado nas empresas era composto por 54,7% de homens e 45,3% de mulheres. Em termos salariais, enquanto eles receberam R$ 3.791,58 de salário médio mensal, elas receberam R$ 3.241,18, ou seja, os homens receberam um salário 17,0% maior.
Já em termos de ocupação por setores da economia, os homens tiveram as maiores participações em Construção (87,6%), Indústrias extrativas (84,2%) e Transporte, armazenagem e correios (81,7%), enquanto as mulheres foram maioria nas ocupações de Saúde humana e serviços sociais (74,8%), Educação (67,3%) e Alojamento e alimentação (57,2%).
Dados nacionais das empresas e seus trabalhadores
De acordo com o Cempre, em 2022 existiam no Brasil 9,4 milhões de empresas ou organizações formalmente constituídas e que empregavam 63 milhões de brasileiros. Desse total 6,6 milhões não tinham trabalhadores formalmente recebendo salários (69.6%), enquanto 2,9 milhões empregavam trabalhadores assalariados (30,4%).
As 6,6 milhões de empresas ou organizações que não tinham trabalhadores assalariados, em 2022, ocupavam 8,4 milhões de pessoas, sócias ou proprietárias (13,5%). Já as 2,9 milhões que tinham trabalhadores assalariados empregavam 54,3 milhões de pessoas (86,5%).
O Cempre reúne dados de empresas e outras organizações formalmente constituídas no país. Nesta edição, devido a mudanças metodológicas relacionadas às fontes de informações, houve uma quebra de série na pesquisa, de modo que os resultados não são comparáveis aos anos anteriores.
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