quinta-feira, 24 de setembro de 2026
ECONOMIA SUSTENTÁVEL

Manejo de pirarucu: Ibama faz evento para celebrar 25 anos da prática no Amazonas

Em 2023, atividade rendeu mais de R$ 19 milhões em faturamento.
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Pirarucu, um peixe amazônico
Considerado um dos pilares da bioeconomia, a produção e comercialização do pirarucu não recebem incentivos fiscais no Brasil, ao contrário do salmão chileno. (Arquivo)

 O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizará, na quinta-feira (13/6) e sexta-feira (14/6), um evento em Manaus para comemorar os 25 anos do manejo do pirarucu no estado do Amazonas.

A prática sustentável foi implementada em 1999, garantindo a conservação da espécie Arapaima gigas com uso de conhecimentos adquiridos pelas pesquisas realizadas somadas ao saber tradicional das populações ribeirinhas.

Conforme a superintendência do Ibama no Amazonas, o manejo do pirarucu tem atualmente 50 iniciativas produzindo e que envolvem 407 comunidades, 3.363 famílias e 5.403 pescadores. O faturamento também é alto, tendo alcançado R$ 19,8 milhões no ano passado.

O evento é para discutir os avanços e gargalos do manejo do pirarucu e terá, entre as atividades, uma oficina técnica com as associações e técnicos que dão suporte aos manejadores.

“O manejo constitui um conjunto de regras e procedimentos comunitários e governamentais que visa à proteção e ao zoneamento dos espaços de pesca, a fim de que os estoques pesqueiros nesses espaços aumentem e os manejadores possam retirar uma parte dos pirarucus por meio de cotas anuais de captura.”, explica Lívia Karina Martins, Diretora de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas.

Manejo de pirarucu gera emprego e renda

Mais de cinco mil pescadores em Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Áreas de Acordo de Pesca são beneficiados atualmente com o manejo do pirarucu no Amazonas. A metodologia desenvolvida criou condições adequadas para a atividade nos lagos amazônicos realizada por organizações comunitárias.

A técnica consiste na observação dos peixes, que vão na superfície da água para respirar a cada 20 minutos, o que permite a sua contagem.

Além do Instituto, apoiam o evento comemorativo o Coletivo do Pirarucu (formado por diversas instituições, lideranças, pesquisadores, técnicos e agentes governamentais) e o Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS).

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