Google, YouTube, Meta, TikTok, Kwai e Microsoft aderiram ao Programa de Combate à Desinformação (PCD) do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem o objetivo de promover ações educativas e de conscientização para enfrentar os efeitos negativos da desinformação.
O presidente do STF, ministro Roberto Barroso, destacou a importância da colaboração entre empresas, governos e a sociedade, no combate à desinformação durante o lançamento do programa, nesta quinta-feira (6/6).
“Nesse processo, a educação midiática é importante para que as pessoas tenham consciência de que há uma nova realidade, de que é preciso checar as informações e que não podem, nem devem, repassar como verdade informações que recebem”, afirmou.
Segundo o ministro, o acordo é puramente administrativo e não tem relação com processos que tramitam no STF e que possam envolver as plataformas.
“Essa é uma parceria administrativa, para a educação midiática, para a conscientização, tanto dos nossos servidores, como da sociedade, e não tem nada a ver com nenhum processo do Supremo. Não tem nenhuma conotação jurisdicional”, afirmou.
Crítico da desinformação nas redes sociais, Barroso classificou o fenômeno como uma das piores “epidemias” de nosso tempo.
“O New York Times, possivelmente o jornal que tem mais assinantes do mundo, tem 10 milhões de assinantes. O Facebook tem 3 bilhões de usuários”, afirmou.
Embora a cerimônia marque o início da colaboração, ainda não há ações específicas definidas entre as redes sociais e o STF.
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