O avanço tecnológico facilita a rápida disseminação de informações, permitindo práticas maliciosas, como a manipulação de conteúdo através de deepfakes. Estas criações, produzidas por Inteligência Articicial (IA), distorcem a realidade, dificultando a distinção entre o falso e o verdadeiro.
O RealTime1 conversou com a professora de Direito Digital Carolina Jatobá, do Centro Universitário de Brasília, para debater sobre a utilização de dessas ferramentas durante o período eleitoral.
O Brasil, segundo a especialista, está atrasado em relação à regulamentação desse tipo de manipulação digital, enquanto outros países como China e União Europeia já estão adotando medidas mais assertivas. Esse atraso coloca em risco a integridade das eleições e a confiança no processo democrático brasileiro.
Além disso, a disseminação de deepfakes contribui para a polarização política e mina a confiança do eleitorado, dificultando o debate público e perpetuando visões extremistas. A ausência de contraprovas e a manipulação algorítmica das redes sociais tornam o cenário ainda mais desafiador.
Diante desse cenário, Carolina destacou a necessidade de regulamentação das plataformas de mídia social para garantir uma troca de ideias mais equilibrada e evitar a polarização extrema, e a importância de promover uma cultura de verificação e contraprova de informações para ajudar o eleitorado a tomar decisões informadas.
Confira a entrevista completa:
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