Desde que foi assumida pelo grupo Atem em dezembro de 2022, a Refinaria da Amazônia (Ream) tem procurado manter certa estabilidade no preço da gasolina refinada. Esta semana, a Ream manteve o valor o preço do refino da gasolina em R$ 3,20, o mesmo valor da semana passada.
Apesar da estabilidade recente, este preço representa um aumento de 2,23% em relação ao valor de R$ 3,12 registrado no dia 17 do mesmo mês. O pico deste ano ocorreu no dia 3 de maio, quando o refino chegou a R$ 3,26.
Em Manaus, onde o preço médio da gasolina comum é de R$ 6,29 nos postos, a produção da Ream corresponde a 50% do custo final do combustível. A refinaria, que foi privatizada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atende seis estados do Norte do Brasil, exceto Tocantins.
O preço estabelecido pela Ream já inclui impostos federais, porém exclui o ICMS estadual, que é adicionado posteriormente na etapa de revenda e distribuição. Na composição do preço final da gasolina, estão inclusos R$ 0,71 de impostos federais, R$ 1,37 de ICMS estadual, R$ 0,68 do etanol anidro adicionado ao combustível, além dos lucros das distribuidoras e revendedores, que no Amazonas chegam a R$ 1,57, conforme dados da Petrobras.
Todos os dados financeiros da Ream são atualizados semanalmente no site da refinaria. Além da administração da refinaria, o grupo Atem também opera nos setores de distribuição e revenda de combustíveis, juntamente com outras empresas como Ipiranga, Equador e Raízen (bandeira da Shell).
Dados recentes da Agência Nacional de Petróleo (ANP), analisados pelo pesquisador Luiz Fernando Ferreira, indicam uma queda de 62% no refino de petróleo pela Ream em 2023 comparado ao ano anterior. Isso ocorre mesmo com o consumo de derivados de petróleo mantendo-se estável no Amazonas. Segundo Ferreira, a refinaria tem se transformado mais em um ponto de apoio logístico para importações, o que contribui para o encarecimento dos derivados de petróleo na região.
Leia mais: