O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) e a Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) se manifestaram contra com o plano de privatização da administração da hidrovia do rio Madeira.
Ambos destacam preocupações com aumento de custos e impactos na economia local devido à privatização.
A proposta em andamento nos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos prevê a cobrança de pedágio para embarcações que transportam cargas, o que, segundo as entidades, pode afetar a viabilidade econômica das operações e encarecer produtos para os consumidores finais. Isto, mesmo após a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já tendo apresentado um projeto que não prevê cobrança para embarcações de passageiros e mistas, incluindo as de pequeno porte que não realizam atividade econômica regular, como embarcações pesqueiras e recreativas.
Um dos grandes questionamentos é em relação a destinação dos recursos arrecadados para a manutenção da hidrovia e combate à pirataria.
A Fenavega ressalta a importância de considerar o rio Madeira como um bem público e expressa preocupação com a privatização de recursos naturais sem uma visão sustentável e inclusiva.
Ambas as entidades enfatizam a necessidade de garantir que a gestão da hidrovia priorize o desenvolvimento econômico sem comprometer o meio ambiente e os interesses da população local e nacional.
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