O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou, nesta quinta-feira (9/5), dados do sistema Prodes de monitoramento que mediu o tamanho do desmatamento de vegetação nativa não florestal do bioma Amazônia e que alcançou em 2023 um total de 584,9 quilômetros quadrados, o que representa uma queda de 19,5% em relação a 2022.
A área total de vegetação não florestal representa 6,6% do bioma amazônico e é formada pelo lavrado de Roraima, trechos de cerrado no Sul do Amazonas (campos naturais), Rondônia e Mato Grosso e as várzeas ao longo da calha do rio Amazonas.
Essa área de vegetação diferente da conhecida floresta amazônica é quase duas vezes a área de todo o bioma Pantanal e maior que o estado de São Paulo. Até então, a área não florestal não era monitorada. A divulgação inclui a série histórica desde 2000.
Desmatamento total em queda
O desmatamento total nos nove Estados que formam a Amazônia Legal foi de 9.064 km², uma queda de 21,8% em relação à taxa de 2022 (11.594 km²). Outra boa notícia é que nos 70 municípios prioritários para o combate ao desmatamento, sendo que nove estão no Amazonas, a taxa de desmatamento caiu 42% em 2023 na comparação com 2022. Essa queda representa quase o dobro da taxa total no bioma.
Veja os estados da Amazônia legal que possuem o bioma Amazônia:
- Amazonas;
- Acre;
- Pará;
- Rondônia;
- Mato Grosso;
- Roraima;
- Tocantins;
- Amapá;
- Maranhão (parte dele apenas)
Municípios do Amazonas que estão entre os 70 prioritários para ação de combate ao desmate:
- Boca do Acre;
- Canutama;
- Lábrea;
- Humaitá.
- Manicoré;
- Novo Aripuanã;
- Apui;
- Maues;
- Itapiranga
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