quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PLENÁRIO

PEC sobre drogas deverá ser votada em 1º turno depois do feriado no Senado

São necessários 49 votos de senadores em cada turno para a matéria ser aprovada e seguir para análise da Câmara dos Deputados.
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Votação em primeiro turno da PEC das Drogas será votada no plenário - Foto: (Pedro França/Agência Senado)
Senadores querem tornar permanente programa de crédito para micro e pequenas empresas. (Pedro França/Agência Senado)

Após intensas discussões e avanços na tramitação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada às políticas sobre drogas será votada em primeiro turno no Plenário do Senado, logo após o período do feriado da Páscoa.

A PEC 45/2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado e do Congresso, já passou por três sessões de discussão. Após a quinta sessão, a matéria estará apta para a primeira votação em Plenário.

Depois, haverá mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. São necessários 49 votos de senadores em cada turno para a matéria ser aprovada e seguir para análise da Câmara dos Deputados.

A proposição, que recebeu amplo apoio na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), visa inserir na Constituição Federal a definição de posse ou porte de entorpecentes e drogas ilícitas como crimes, independentemente da quantidade.

O texto da PEC, elaborado pelo relator Efraim Filho (União-PB), assegura a distinção entre usuário e traficante, estabelecendo penas alternativas à prisão e oferecendo tratamento para usuários com dependência química.

Essa distinção, já prevista na Lei de Entorpecentes, será enfatizada na Constituição, permitindo que a Justiça decida, com base em evidências, se o indivíduo flagrado com drogas será considerado traficante ou usuário.

As discussões sobre a PEC têm destacado questões sensíveis, como o potencial impacto da legislação sobre a criminalização de usuários, especialmente aqueles pertencentes a grupos marginalizados.

Argumentos a favor da proposta ressaltam a importância de diferenciar usuários de traficantes e garantir tratamento adequado aos dependentes químicos.

No entanto, vozes contrárias, alertam para o risco de tratamento injusto a dependentes químicos e questionam a necessidade da emenda, enfatizando a privacidade e os direitos individuais.

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