terça-feira, 22 de setembro de 2026
RETIRADA DOS FLUTUANTES

Estudo revela que a qualidade da água na Bacia do Tarumã é 'aceitável', mas exige atenção

Comité diz que há medidas que possam minimizar os impactos e defende a implantação imediata do Plano de Bacias Hidrográficas da Bacia do Rio Tarumã-Açu
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flutuantes tarumã
Flutuantes localizados na bacia do Tarumã Açu (Foto: Divulgação)

Em meio à polêmica sobre a retirada dos flutuantes na região da bacia do Tarumã-Açú, proprietários contestam a justificativa judicial, argumentando que a alegação de poluição dos rios é infundada. Em entrevista concedida ao RealTime1, Jadson Maciel, presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Tarumã-Açu (CBHTA), falou sobre um estudo, apresentado no ano passado, relacionado à qualidade da água na região.

O estudo, conduzido em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), analisou a qualidade da água na Bacia do Tarumã-Açú entre os anos de 2021 e 2023. Foram avaliados 27 pontos distribuídos por toda a região, abrangendo análises físicas, químicas, biológicas e de metais.

“Os resultados revelam que, embora a bacia apresente interferência urbana significativa, incluindo a presença de flutuantes, marinas, aterro sanitário municipal e moradias indevidas, a qualidade da água se enquadra dentro de uma categoria considerada aceitável, de acordo com o Índice de Qualidade de Águas (IQA)”, disse o presidente do Comitê.

Maciel ressalta que, embora a bacia ainda absorva o impacto das atividades humanas de maneira aceitável, existem pontos que requerem ações imediatas para garantir o controle da qualidade da água, medida que, inclusive, é enfatizada no relatório do estudo.

“Já temos um estudo que se chama Plano de Bacias Hidrográficas da Bacia do Rio Tarumã-Açu. Todos os conflitos que estão acontecendo poderiam ser evitados se o plano ja estive em andamento ou concluído”.

Segundo ele, esse plano direcionaria a capacidade física e hídrica da bacia, abordando questões como o tratamento de esgotos e resíduos sólidos.

O presidente do Comitê disse, ainda, que a concessionária Água de Manaus tem um papel crucial nesse debate, sendo necessária a elaboração de estações de tratamento para todas as saídas de esgotos da bacia do Tarumã.

“O uso dos instrumentos de gestão do Plano Nacional de Recursos Hídricos e Gestão de Resíduos Sólidos é fundamental para enfrentar não apenas os desafios na Bacia do Tarumã, mas em todos os corpos hídricos do Brasil”, completou.

Retirar ou reordenar os flutuantes?

Ao ser questionado sobre a retirada dos flutuantes do Tarumã, Jadson frisou que o CBHTA compreende o potencial de turismo dos flutuantes das comunidades indígenas e/ou ribeirinhas que estão locadas na região.

“Somos a favor do ordenamento destas estruturas flutuantes, respeitando todas as premissas de segurança como destinação dos dejetos, destinação dos resíduos sólidos, destinação dos rejeitos alinhados com os órgãos fiscalizadores que darão o ordenamento desta atividade turística em parceria com a Amazonastur”, finalizou Maciel.

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