O estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgado nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que em 2022, ano da amostra, as mulheres dedicaram, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas.
Outra disparidade encontrada pelo estudo do IBGE é que s mulheres pretas ou pardas dedicaram 1,6 hora a mais por semana nessas tarefas do que as brancas, no total 23h20, um aumento em relação a última medição deste dado em 2016. Já entre os homens não houve distinção significativa nesse recorte.
A conclusão do estudo é que no Brasil, as mulheres pretas ou pardas são mais afetadas pelas desigualdades na educação, no mercado de trabalho, na renda e na representatividade política do que as brancas.
A distância é maior entre as mulheres quando se observam os dados por classe de rendimento. Eram 7,3 horas a mais de dedicação aos trabalhos domésticos entre as 20% com menores rendimentos do que as que estavam nos 20% com maiores rendimentos. Também nesse indicador não houve diferença significativa entre os homens.
Consequências sociais e criminais dessa desigualdade
Elas dedicam mais tempo aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, têm menor taxa de participação no mercado de trabalho e menor percentual entre as ocupantes de cargos políticos.
Além disso, as pretas ou pardas representam a maior parte das vítimas de homicídios contra mulheres praticados fora do domicílio e têm maior percentual de pessoas em situação de pobreza.
A distância é maior entre as mulheres quando se observam os dados por classe de rendimento. Eram 7,3 horas a mais de dedicação aos trabalhos domésticos entre as 20% com menores rendimentos do que as que estavam nos 20% com maiores rendimentos. Também nesse indicador não houve diferença significativa entre os homens.
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