Dados do 4º trimestre de 2023 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE revelam que o Amazonas contava com 703 mil mulheres inseridas no mercado de trabalho. Além deste número, o levantamento indicou que, ano passado, haviam 97 mil mulheres desempregas e outras 807 mil que, mesmo sem trabalho, não buscavam ocupação no mercado.
Os números apontam também que o rendimento médio mensal das mulheres (R$ 2.146) no 4º trimestre de 2023 foi 8,6% menor do que o recebido pelos homens (R$ 2.349). Entre todas as ocupadas, 57% recebiam, no máximo, o valor de um salário mínimo.
A taxa de desemprego feminino no estado, durante o período analisado, foi de 12,1%.
Força de trabalho feminina no Brasil
No contexto nacional, das 90,6 milhões de mulheres com 14 anos ou mais, quase 48 milhões estavam ativas no mercado de trabalho, recebendo um rendimento médio mensal de R$ 2.562. Isso representa 22,3% menos do que o rendimento dos homens, que foi de R$ 3.323. Observa-se que 39,9% das mulheres ocupadas recebiam até um salário mínimo.
Além disso, as mulheres ocupavam 39% dos cargos de direção e gerência, mas seus rendimentos eram 29,5% menores em comparação aos dos homens, ganhando R$ 5.900 contra R$ 8.363.
Trabalhadoras por conta própria
Entre as ocupadas no Brasil, 20,4% trabalhavam por conta própria, totalizando 8,849 milhões. Apesar de uma melhora nos dados do quarto trimestre de 2023 em comparação com o ano anterior, as desigualdades persistem.
As mulheres dedicam mais horas a afazeres domésticos, formam a maioria entre os desocupados e enfrentam obstáculos para avançar profissionalmente. Geralmente, ocupam empregos com vínculos formais e possuem salários inferiores aos dos homens.
A informalidade e os desafios para as mulheres no mercado de trabalho
A persistente informalidade afeta um grande número de mulheres, que frequentemente se encontram em subempregos, com jornadas reduzidas e baixos salários, sem acesso à proteção legal.
Quase 9 milhões de brasileiras trabalham por conta própria, e apenas uma parte tem acesso a benefícios legais por meio de MEI ou do Simples. Muitas enfrentam condições de trabalho e renda precárias, sem proteção legal ou perspectivas de aposentadoria, conforme indica o boletim do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
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