Na manhã desta terça-feira (5/3), o Senador Omar Aziz (PSD-AM) liderou a primeira sessão da CPI da Braskem, dedicada a investigar as atividades da empresa em Maceió. Os três primeiros depoentes foram o engenheiro civil Abel Galindo Marques, o ativista José Geraldo Marques e a engenheira Natallya de Almeida Levino, todos com ligações diretas ou conhecimento relevante sobre os impactos da mineração de sal-gema realizada pela Braskem na capital alagoana.
Abel Galindo foi um dos primeiros profissionais a alertar para o risco de desabamento do teto de uma das minas escavadas pela Braskem em Maceió. Já José Geraldo Marques, além de ativista, é uma das vítimas da evacuação dos bairros afetados pela mineração da empresa, tendo sofrido pressões e ameaças por sua oposição à instalação da Salgema e por criticar a decisão do governo da época.
Natallya de Almeida Levino, por sua vez, lidera uma pesquisa sobre as dimensões econômica, social e ambiental da subsidência que atinge cinco bairros da capital alagoana.
Em suas redes sociais, Omar Aziz publicou o depoimento do ativista José Marques, confira:
Nova audiência e novos depoimentos
A CPI anunciou ainda a continuação das audiências, marcando para a manhã desta quarta-feira (6/3), a presença do diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, e do geólogo Thales Sampaio, ex-funcionário da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Esses depoimentos prometem aprofundar a investigação sobre a responsabilidade regulatória e técnica no caso Braskem.
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