O Governo Federal lançará, ainda neste semestre, o programa Asas Para Todos, que incentivará a formação de novos pilotos e mecânicos de avião dentro da politica de estímulo ao desenvolvimento da aviação regional.
Atualmente, um curso de formação de piloto no Amazonas pode custar entre R$ 50 mil e 200 mil.
Conforme o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Pereira, o eixo de treinamento do Asas Para Todos envolverá o chamado Sistema S, formado por Sesc, Senac, Senai, Sest-Senat e escolas existentes em aeroclubes, como o de Manaus
Inicialmente, a a secretária-executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori, anunciou que o programa tem como uma das diretrizes a formação fora dos grandes centros e com enfase na formação de mulheres.
Inicialmente, anunciou Pescatori, vinte bolsas para a formação de pilotos serão ofertadas para a Universidade do Semiárido, em Mossoró (RN). Outras 40 bolsas no Pronatec serão ofertadas para mecânicos de aviação.
O eixo de treinamento também vai envolver, segundo Pereira, o Sistema S, onde serão buscadas parcerias para que seja ampliada a mão de obra para o chamado “ground handling“, os prestadores de serviço aeroportuários, que também precisam de maior quantidade de pessoal treinado para suportar o crescimento da aviação.
Formação de um piloto envolve tempo e muito dinheiro
Formar um piloto na Amazônia custa caro e envolve tempo e disposição do candidato, bem como há o risco dele ir trabalhar em outras regiões e a Amazônia seguir sem um número adequado de profissionais, uma lógica que o Asas Para Todos quer reverter.
Conforme uma fonte ouvida pelo RealTime1, para tirar em Manaus o brevê, que é a Carteira Nacional de Habilitação de um piloto de avião, o estudante deve reservar de R$ 50 a R$ 60 mil para pagar o curso teórico, que envolve dois ou três meses de estudos, e as horas de voos necessárias para aprovação.
Com o brevê, o piloto está habilitado para o chamado voo particular. Para ingressar na aviação comercial, o jovem piloto pode dispender outros R$ 150 mil para obter formação completa e iniciar uma carreira nas empresas de aviação regional, por exemplo.
Nessa fase, ele terá de pagar por mais horas de voos e cursos mais aprofundados, como o de meteorologia. Outro custo adicionado a formação de um piloto está no tipo de avião que ele espera comandar.
A medida que sobe na carreira, ele vai trocando de equipamento até chegar a ser piloto comercial de grandes aeronaves, como o Airbus A-320 ou um Boeing 737, o que envolve novos treinamentos, horas em simuladores, novas certificações e mais horas de voos regulares. Tudo isso joga para cima o custo dessa formação.
*Com informações da agência Infra, este texto foi produzido com assistência de ferramenta de IA
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