O professor Márcio Holland, coordenador da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), foi sucinto ao afirmar que uma “substituição ao Polo Industrial de Manaus (PIM) por algo relacionado à bioeconamia não deve sair da noite para o dia”.
A fala do especialista se deu durante debate promovido pelo Cieam sobre modelos econômicos que mantenham a competitividade do PIM de acordo com a Emenda Constitucional 132.
Holland destacou a necessidade urgente de reformular a abordagem dos fundos destinados à Região Amazônica, como o Fundo de Sustentabilidade e Diversificação Econômica do Estado do Amazonas, para impulsionar um desenvolvimento regional que, até o momento, não se refletiram em avanços concretos, falhando em promover a interiorização do desenvolvimento e melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios amazonenses.
“Esse fundo precisa mudar essa fotografia que está aí. Você tem problemas de infraestrutura, conectividade, logística, investimento em P&D, marco regulatório, valor adicionado dos bens, níveis de emprego gerados”, enumerou Holland.
Entretanto, o professor expressou sua confiança no potencial transformador do novo fundo, reforçando a importância não apenas de manter a competitividade, mas de elevar significativamente o nível de desenvolvimento do Estado.
Sua preocupação está na possibilidade de o novo fundo se tornar apenas mais uma fonte de financiamento destinada às despesas correntes, sem cumprir efetivamente seu propósito de promover a diversificação econômica na Região Amazônica.
“Senão, vamos ter mais um fundo, mais um dinheiro que vai pagar despesas diversas da máquina do Estado e que não será utilizado para o seu real fim, que é a diversificação econômica”, ressaltou o professor da FGV.
Para Holland, as formas de se criar um modelo econômico do PIM competitivo perto do resto do mundo passam por:
- capacitação profissional;
- investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I);
- infraestrutura e logística;
- conectividade;
- acesso de energia;
Assista o debate na íntegra:
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