O senador Omar Aziz (PSD) cobrou, nesta quinta-feira (22/2), a punição aos empresários do Amazonas que financiaram atos golpistas em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA) após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
Omar Aziz disse, em entrevista ao canal UOL News, que em Manaus muitos empresários levaram alimentos para manifestantes que ficaram acampados na frente do CMA.
Os manifestantes ficaram em frente ao CMA de 2 de novembro de 22, após a declaração da vitória do presidente Luís Inácio Lula da Silva, até 9 de janeiro, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou que manifestações em frente aos quartéis Brasil fossem desmobilizados.
Um relatório da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas a pedido da Procuradoria-Geral do Estado identificou os empresários que davam suporte aos manifestantes, entre eles o dono de uma grande rede varejistas e outro de uma das mais tradicionais pizzarias de Manaus. Os nomes foram mantidos em sigilo.
Omar envolve general chefe do CMA
O senador pelo Amazonas também cobrou punição para o então Comandante Militar da Amazônia, Achilles Furlan Neto, que segundo Omar Aziz foi conivente com as manifestações golpistas em frente ao quarte do comando.
“O CMA é o maior comando do Exército, chefiá-lo é motivo de orgulho. Mas eu alertei que o general na época foi conivente com os golpistas”, disse Omar Aziz.
O general Achilles Furlan Neto chefiou o CMA entre setembro de 2021 e maio de 2023, quando foi substituído pelo atual comandante, o general Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves. Furlan Neto atualmente é o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército e deste posto integra o Alto Comando do Exército.
A entrevista do senador Omar Aziz aconteceu na chamada superquinta-feira da Polícia Federal, quando cinco oficiais generais de quatro estrelas (o mais alto posto da carreira) das Forças Armadas serão ouvidos simultaneamente com Bolsonaro sobre a tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro de 2023.
Entre os oficiais que serão ouvidos estão:
- General Walter Braga Neto, ex-ministro-chefe da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro;
- General Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
- Almirante Almir Garnier, ex-Comandante da Marinha;
- General Paulo Sérgio Nogueira, ex-Comandante do Exército e ex-ministro da Defesa.
- General Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira, ex-Comandante de Operações Terrestres do Exército.
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