sábado, 26 de setembro de 2026
REFORMA TRIBUTÁRIA

Reforma tributária é aprovada em 1º turno com IPI mantido até 2073 para produtos da Zona Franca

Com a aprovação, a ZFM não dependerá de Lei Complementar posterior, pois o imposto já existe.
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Plenário da Câmara dos Deputados - Fabio Rodrigues. (Foto: Pozzebom/Agência Brasil)
Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Pozzebom/Agência Brasil)

Por 371 votos a favor, a reforma tributária foi aprovada pela Câmara dos Deputados na tarde desta sexta-feira (15), em primeiro turno, com uma boa notícia para a Zona Franca de Manaus. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada manteve o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 2073 para produtos da ZFM.

Dessa forma, o Amazonas não dependerá que se crie Lei Complementar no futuro, uma vez que o imposto já existe.

Para ser promulgado, um texto de emenda constitucional precisa ser igual ao aprovado nas duas Casas em dois turnos. Dessa forma, havendo concordância sobre exclusões, elas preservam um texto não modificado e que pode ir à promulgação.

Os parlamentares começam a votar agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de fazer novas mudanças no texto.

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), por 371 votos a 121, que acatou boa parte das sugestões dos senadores depois de negociações com o objetivo de evitar o retorno da proposta (PEC 45/19) ao Senado.

Para manter um trecho na PEC, são necessários 308 votos, no mínimo.

No texto, Ribeiro manteve regimes especiais de tributação para a indústria automotiva, retirou a chamada cesta básica estendida, retomou o uso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para sustentar benefício fiscal da Zona Franca de Manaus (ZFM) e manteve o aumento de recursos da União para o fundo de desenvolvimento regional que compensará o fim da guerra fiscal.

Fruto de divergência entre a Câmara e o Senado, a Cide (contribuição de intervenção no domínio econômico), criada pelo relator no Senado, Eduardo Braga, foi retirada do texto por Ribeiro, após acordo entre os dois relatores e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Como boa parte dos parlamentares estão em seus estados de base eleitoral, a sessão na Câmara contou com poucos presentes em plenário, mas liberou a participação virtual dos deputados para garantir quorum suficiente para a votação.

Da bancada amazonense, somente os deputados Sidney Leite (PSD) e Alberto Neto (PL), além do senador Eduardo Braga (MDB), estiveram presentes no plenário da Câmara.

Parlamentares do Partido Liberal (PL), como Capitão Alberto Neto (PL-AM), tentaram obstruir a votação para que fosse adiada justificando que a reforma foi colocada em votação de forma acelerada e sem a presença dos parlamentares.

Além da manutenção da competitividade da Zona Franca de Manaus, deixaram de ter tratamento diferenciado os seguintes setores:

  • saneamento básico;
  • concessão rodoviária;
  • microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica;
  • transporte aéreo;
  • telecomunicações;
  • cesta básica estendida.

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