segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SECA 2023

Rios registram subida, mas emergência pela seca continua no Amazonas

O pesquisador em Geociências, André Santos, relatou que o processo de cheia ainda não deve ser sentido em algumas regiões do estado.
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Régua de medição do nível do rio Negro em Manaus
Recorde histórico da seca foi registrado em 2023 (Foto: Divulgação)

O nível das águas continua registrando crescimento na maioria das calhas de rio monitoradas no Amazonas. Das seis regiões observadas, apenas em São Gabriel da Cachoeira, o rio apresentou leve redução na última semana.

Mesmo com a recuperação do volume de água, a situação ainda é considerada de emergência por causa da seca, em todo o estado. Segundo dados da Defesa Civil, o Amazonas tem 599 mil pessoas afetadas até o momento pela seca severa, ou 150 mil famílias.

Segundo o boletim sobre a estiagem no estado, divulgado nesta quinta-feira (07/12), o nível do rio negro em Manaus, nos últimos cinco dias, subiu em 25cm. Em outros municípios essa subida também é sentida.

Situação nas calhas do rio

Calha do Juruá

Entre os dias 3 e 6 de dezembro a estação de referência no rio Juruá, situado em Itamarati, subiu 1,31 m. Na região próxima a nascente da calha, Guajará (Cruzeiro do Sul) nos últimos cinco dias subiu 28 cm e em Ipixuna subiu 1,18 cm, devido a oscilação esperada entre as transições de estações.

Calha do Purus

Nos últimos cinco dias, a estação de referência da calha do Purus, localizada próxima a foz do rio, no município de Beruri, registrou uma elevação de 30 cm, o que é esperado no momento.

Calha do Madeira

A estação de referência da calha do Madeira, localizada no município de Humaitá, registrou elevação de 2,84 m.

Calha do Solimões

Nos últimos cinco dias, a estação de referência em Tabatinga subiu 2,02 m em seu nível. Já na região próxima a foz da calha, em Manacapuru, foi registrado elevação de 89 cm.

Calha do Amazonas

Em Itacoatiara, o nível do rio subiu nos últimos cinco dias, registrando elevação de 9 cm.

Calha do Negro

No alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, houve descida de 10 cm, entre 3 e 4 de dezembro na porção média da calha. No município de Barcelos, foi registrada subida de 11 cm, já em Manaus, nos últimos cinco dias houve uma elevação de 25 cm.

Cheia dos rios

O pesquisador em Geociências, André Santos, relatou que o processo de cheia ainda não deve ser sentido em algumas regiões do estado. “O aumento do volume do rio já pode ser sentido, com exceção do alto rio negro, médio rio Negro e o rio Branco em Roraima. Nestas bacias as mínimas são observadas no início de cada ano, entre fevereiro e abril dependendo da localidade”.

O pico da cheia para 2024 ainda não pode ser determinado, segundo o pesquisador, a previsão só é possível ao término do mês de março, quando o Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulga o primeiro alerta de cheias.

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