Enquanto no cenário nacional as vendas do comércio varejista aumentaram em 3,2% neste ano em relação ao ano de 2019, antes da pandemia da Covid-19, no Amazonas o segmento ainda não recuperou completamente o fôlego.
Números do IBGE revelam que as vendas no comércio varejista no estado são as melhores em três anos, mas ainda estão 2,4% abaixo do patamar de 2019, ou seja, pré-pandemia de Covid-19. Os dados são do Índice de Potencial de Consumo (IPC Maps), especializado em potencial de consumo dos brasileiros há quase 30 anos, com base em dados oficiais.
Entre 2022 e 2023, o Amazonas ganhou participação no cenário de consumo nacional, analisando-se as 22 categorias de consumo. A participação local no cenário nacional, em 2022, foi de 1,34% e, em 2023, será de 1,37%, o que representa um ganho real de R$1,8 bilhão para a economia amazonense.
Este ganho de potencial de consumo foi o responsável pelo aumento de 7,8% no desempenho do varejo do Amazonas, entre 2022 e 2023. No ano passado, o varejo movimentou pouco mais de R$5,7 bilhões e em 2023 deve movimentar pouco mais de R$6,1 bilhões, puxado principalmente pelo desempenho do consumo das classes A e B, que são as melhores posicionadas na pirâmide social.
O desempenho do varejo do Estado, entre 2022 e 2023, registrou alta de 7,8%, superior que a observada em todo o país, que ficou em 6,2%.
A evolução do varejo no Amazonas
O varejo no Amazonas faturava cerca de R$ 6,2 bilhões em 2019 e caiu para R$ 4,3 bi em 2020, ano do início da pandemia de Covid-19. No ano seguinte, registrou faturamento de R$ 4,6 bi. Já no ano passado, fechou com R$ 5,6 bi. Em 2023, votou a casa dos R$ 6,1 bi, aproximando do patamar anterior a pandemia.
Na variação de 2019 a 2023, o setor que mais teve aumento foi o de artigos de limpeza, com 11,7% de crescimento. Quem mais teve redução foi o de joias, bijuterias e armarinho, que reduziu -34,8%.

Em relação a 2023, o setor que mais teve faturamento foi o de vestuário confeccionado com R$ 2,2 bi. Quase o dobro do segundo lugar, que ficou com o setor de eletrodomésticos, com R$ 1.3 bi.
A classe C é a que mais consome. Em 2023, foram R$2,3 bi com o setor de vestuário chegando a quase R$ 1 bilhão. Na variação do ano passado para este ano, o setor de vestuário cresceu 8,3%, perdendo apenas para o setor de mobiliários e serviços do lar, que teve alta de 8,5%.
