De acordo com o estudo de mercado imobiliário feito pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), após o segundo trimestre de 2023 ser o melhor trimestre desde 2020, a expectativa é de crescimento do setor imobiliário para o segundo semestre alavancado principalmente pelos programas habitacionais.
No segundo trimestre de 2023 foram lançados 6 empreendimentos residenciais verticais, com um total de 2.312 unidades. Desses, 1.560 unidades correspondem ao padrão econômico, enquanto 752 unidades são de padrões mais diversos.
Além disso, um empreendimento comercial vertical com 212 unidades também foi lançado durante o mesmo período.
Ao todo, nos primeiros seis meses de 2023, foram lançados 10 empreendimentos, sendo 7 residenciais verticais, 2 comerciais verticais e 1 horizontal.
Foram comercializadas 700 unidades de padrão econômico, 668 unidades nos diversos padrões verticais, 692 unidades horizontais e 38 unidades comerciais. Comparando-se o segundo trimestre de 2023 com o mesmo período de 2022, houve aumento de 3% nas vendas totais de unidades.
Segundo a Ademi-AM, no primeiro semestre, o produto mais vendido foram os convencionais – acima de R$ 219 mil – já no segundo semestre o Minha Casa, Minha Vida deve impulsionar as vendas.
Os bairros que mais contribuíram para o cenário de vendas no segundo trimestre de 2023, Ponta Negra (427 unidades), Parque Mosaico (231 unidades), Lago Azul (186 unidades), Santa Etelvina (114 unidades), Parque Dez de Novembro (113 unidades) e Tarumã (97 unidades) juntos representaram 66,8% das unidades vendidas.

A soma dessas vendas traduz-se no Valor Geral de Vendas (VGV) de R$512 milhões, ultrapassando o terceiro trimestre do ano passado que era considerado o de maior faturamento com R$354 milhões.
Somando os dois trimestres de 2023, as vendas de imóveis novos totalizaram um montante de R$ 917 milhões, representando um aumento de 21% em relação aos R$ 786 milhões do mesmo período do ano passado.
O mercado imobiliário continua a exibir crescimento, sinalizando um cenário promissor para o setor.
Expectativa para o segundo semestre
A expectativa do mercado de imóveis para 2023 era atingir um valor próximo aos R$ 1,5 bilhão faturados em 2022.
No entanto, a Ademi-AM entende que o setor é capaz de crescer ainda mais, dada a tendência positiva observada no primeiro semestre, que já se aproxima da marca de R$ 1 bilhão.
Para o presidente da Ademi-AM, Henrique Medina, o crescimento foi uma surpresa, já que esperava-se um ano de dificuldades com objetivo do setor permanecer com os mesmos números do ano passado.
“São números substanciais, mas muito por conta do grande volume de lançamentos no quarto trimestre de 2022, e esses produtos foram vendidos no primeiro semestre” disse Medina.

Entretanto, Medina entende que o setor imobiliário pode crescer muito mais.
“Manaus tem um potencial muito maior que o recorde atual. Não conseguimos desenvolver, hoje, projetos na Zona Leste por ser uma região muito adensada e com muito poucas áreas para se fazer empreendimentos, sem falar nas outras áreas que são industriais e não podem ser mudadas para uso residencial” afirmou Henrique.
Mobilidade urbana, código florestal e criação de novas zonas de desenvolvimento habitacional são outros fatores que podem contribuir para o crescimento de lançamentos e vendas do setor.
Minha Casa, Minha Vida
O novo Programa Minha Casa Minha Vida é tido pelo mercado imobiliário como fator preponderante para
“Realmente os imóveis do Minha Casa Minha Vida estão com condições muito boas já que famílias com renda de até R$ 2.640 tem a possibilidade de ter até R$ 55 mil em subsídios. Isso, com certeza, vai impulsionar as vendas no segundo semestre.” avaliou o presidente da Ademi-AM.
Outras frentes que tendem a alavancar os resultados do setor são os programas habitacionais do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus, que usam o Minha Casa Minha Vida como base.
No caso do Amazonas Meu Lar, do Governo do Estado, o valor de 20% relativo à entrada do imóvel, será totalmente subsidiada pelo governo restando aos compradores honrarem com as parcelas na Caixa Econômica Federal.
Já o programa Manaus Minha Casa, da Prefeitura de Manaus, disponibilizará 4.200 unidades habitacionais, em parceria com o governo federal.

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