Em meados dos anos 1990 ter uma sala de informática era um sonho de consumo nas escolas brasileiras. Símbolos da integração tecnológica no processo educacional, os computadores acabaram cedendo espaço para inovações como o tablet, os telefones celulares e, agora, perdem um pouco mais o protagonismo com a aposta nos laboratórios de robótica.
Em todo o Amazonas, já são 51 escolas com os famosos Laboratórios Maker, equipados com ferramentas e equipamentos de robótica, programação, impressão em 3D, eletrônica, produção de áudio e vídeo, marcenaria e produção artística. A meta do Governo do Amazonas é implantar o modelo em 100 escolas estaduais.
O ensino da robótica é mais um capítulo na história da utilização de tecnologias nas escolas do Amazonas. Um dos exemplos mais exitosos é o Centro de Mídias da Educação, que oferece aulas por televisão via-satélite para centenas de comunidades isoladas do estado. O modelo virou referência durante a pandemia de Covid-19 e foi usado em outras unidades da federação, ajudando alunos e professores a continuarem estudando mesmo com o fechamento dos prédios escolares.
O uso da tecnologia na educação vem crescendo nos últimos anos, impulsionado por uma série de fatores, como a expansão da internet e a melhoria da infraestrutura educacional, destacou a gerente de Tecnologias Educacionais da Secretaria de Estado de Educação e Desporto, Sabrina Araújo.
“Em relação aos dispositivos digitais e aos tablets, o uso de aplicativos/sites, principalmente, educacionais enriquece as aulas e diversifica as possibilidades de ensino, as atividades podem ser gamificadas, podem ocorrer pesquisas on-line e leituras, produção midiática (vídeos, fotos, outros)”, disse.
Ela destacou, ainda, que esses dispositivos podem estar associados às metodologias ativas, como por exemplo o ensino híbrido, fazendo com que os alunos ampliem suas possibilidades de aprendizagem com o professor assumindo a mediação dessa aprendizagem.
“As atividades devem ter finalidade pedagógica e de orientação quanto ao uso seguro e responsável dessa tecnologia”, completou.
Entre os investimentos com foco em tecnologia para as escolas, a Seduc destaca a entrega de laboratórios de informática revitalizados, licenças para plataformas digitais, aumento da conectividade, entrega de chips aos professores e a abertura de 51 laboratórios de robótica.
Mas enquanto investe no avanço de tecnologias para a educação, o Amazonas também enfrenta um velho problema, a falta de estrutura de acesso à internet nas escolas.
Conforme informações do Ministério da Educação, o estado possui 3.640 instituições de ensino básico sem internet de qualidade, o que representa quase 72% das escolas públicas.
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