O Governo Federal lança, nesta sexta-feira (11), a terceira versão do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 3), que poderá incluir a conclusão de 68 obras de infraestrutura, educação e saúde paralisadas em 27 municípios do Amazonas.
A conclusão da obra de revitalização da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho-RO), obra mais cobrada pelos amazonenses, contudo, deve ficar de fora do pacote que prevê investimentos de R$ 240 bilhões, pois um dos eixos definidores do investimento é a questão do meio ambiente.
“Acho muito difícil, neste momento em que o Governo Lula quer melhorar a imagem do Brasil usando o respeito ao meio ambiente, que essa obra saia do papel“, diz um líder petista que pediu para não ser identificado.
De acordo com o Painel de Obras do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, as 68 obras paradas no Amazonas demandam um investimento de R$ 721,17 mi. Manaus, com 18 obras, Santo Antônio do Içá, com seis, e Autazes, com cinco, são os municípios com o maior número de obras paradas.
Obras paradas na capital do Amazonas
Na capital do Amazonas estão 18 obras paradas que representam investimento de R$ 592,6 milhões do Governo Federal em áreas como transporte, infraestrutura, saneamento, saúde e educação básica.
Na lista das obras paradas no Amazonas existem algumas curiosidades, como a construção de duas balsas graneleiras financiadas pelo Fundo Nacional da Marinha Mercantes e a urbanização de um loteamento batizado de Orquídea que será destinado ao programa Minha Casa, Minha Vida.
As obras paradas de maior relevância na capital do Amazonas são a Urbanização das Margens do Igarapé dos Franceses, na Zona Oeste, e a Drenagem – Complementação da Recuperação Ambiental e Requalificação Social e Urbanística do Igarapé do Mindu.
Na área de educação básica estão paralisadas a construção de quaro creches nos bairro Vila Buriti, Zona Sul; Monte das Oliveiras e Cidade de Deus, na Zona Norte, e Tarumã-açu, Zona Rural. Tem também uma escola de educação fundamental com 12 salas.
Na Universidade Federal do Amazonas, o painel mostra que estão paradas obras de construção dos novos blocos de salas de aulas e laboratórios nas Faculdades de Estudos Sociais (FES) e Faculdade de Educação Física (FEFF).
Obras paradas serão prioridade no PAC
Além dos recursos do orçamento da União, o novo PAC contará com recursos das estatais, financiamento dos bancos públicos e do setor privado, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A previsão é que o total investido chegue a R$ 1 trilhão em quatro anos, incluindo os investimentos da Petrobras.
De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, a prioridade nos investimentos será para completar obras iniciadas e não concluídas nas versões 1 e 2 do PAC, lançados respectivamente em 2007, no segundo governo Lula, e em 2012, no governo Dilma Rousseff.
O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está marcada para a próxima sexta-feira (11), às 10h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro