quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Drex: Banco Central anuncia nome da primeira moeda digital do Brasil

Nova iniciativa busca modernizar sistema financeiro e promover inclusão por meio da moeda digital.
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Banco Central terá autonomia total se relatório de Plínio Valério for aprovado. (Arquivo)

O Banco Central (BC) anunciou o Drex, nome da primeira moeda digital brasileira regulada. A sigla corresponde à abreviação da frase “Digital Real X”. O “x” busca passar a ideia de modernidade e de conexão.

A ideia é que a nova moeda contribua para a redução de despesas nas transações bancárias e para ampliar a participação dos consumidores no emergente mercado financeiro.

Além disso, o real digital tem como objetivo simplificar a assinatura de acordos e contratos online. Por exemplo, um pagamento em Drex poderia ser finalizado somente após a assinatura de um contrato de venda.

De acordo com o BC, a moeda digital poderá ser convertida em dinheiro físico e vice-versa. O acesso ocorrerá através de carteiras virtuais em bancos e outras instituições financeiras.

Além de não gerar rendimento automático, o Drex não poderá ser emprestado por bancos a terceiros, como acontece com o dinheiro físico.

O Drex está sendo elaborado por meio do Piloto RD, uma plataforma de testes em colaboração com 16 instituições.

O objetivo é avaliar a robustez da infraestrutura e a proteção da privacidade das informações na rede. Inicialmente, serão realizadas simulações de transações de títulos públicos nos primeiros testes.

A previsão é que a população possa experimentar o Drex até o final de 2024.

O Drex é uma criptomoeda?

Conforme explicado pelo Banco Central em seu site, o Real Digital não se enquadra como um criptoativo, ao contrário do Bitcoin e Ethereum.

A principal distinção entre o Drex e as criptomoedas reside na sua regulação.

O Drex será categorizado como uma CBDC (Central Bank Digital Currency, ou seja, Moeda Digital de Banco Central), conforme denominado pela instituição.

Advogados serão impactados

Segundo Fabio Araujo, coordenador do Drex no Banco Central, disse que o real digital permitirá a transferência de ativos financeiros de forma imediata como o Pix, diminuindo a necessidade de intermediários nas transações.

“Hoje, toda vez que eu contrato um advogado, tenho um custo da pessoa, mas a partir da construção de um smart contract, o próximo uso tem custo zero. Não precisa mais ter advogado, tem um pedaço de código garantindo que os valores estão de acordo com o que foi registrado no contrato.”, disse o coordenador.

Um smart contract é um acordo implementado em uma rede blockchain que possibilita a automação da execução dos termos previamente estabelecidos sem necessidade de qualquer intermediação.

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