quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Wilson Lima quer que Fiocruz comprove segunda onda de covid-19

Governo entregou documento à direção da Fiocruz, no RJ, após pesquisador da instituição dar declarações à imprensa de que Manaus estaria vivendo sob uma suposta nova onda.
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O governador Wilson Lima afirmou que o Governo do Amazonas solicitou formalmente à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um posicionamento oficial sobre uma segunda onda de Covid-19 em Manaus, conforme declarou à imprensa um pesquisador da instituição. O documento foi entregue pessoalmente à direção da Fiocruz, no Rio de Janeiro, pelo titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Marcellus Campêlo, na última terça-feira (13).

“Queremos que nos mostrem os números e indique como é que se chegou à conclusão de que está havendo segunda onda de Covid no Amazonas. É importante que ela faça uma manifestação pública não para o governador do Estado, e nem para os secretários, mas faça essa declaração para a população”, destacou o governador.

O secretário da SES explicou que a Fiocruz vai se posicionar formalmente sobre o assunto, tendo em vista o reconhecimento do fato por parte dos diretores da fundação. 

“A Fiocruz é uma grande parceira histórica no estado do Amazonas, e está sendo fundamental no combate à Covid-19. Mas teve essa pauta constrangedora em que um pesquisador, que está sendo apoiado pela Fiocruz no desenvolvimento de sua pesquisa, estava falando em nome da instituição. Os dirigentes da Fiocruz pediram desculpas a respeito do comportamento do pesquisador e entenderam o ofício do governador pedindo uma explicação oficial”, explicou Marcellus.

Pesquisador

As declarações sobre uma nova onda de Covid-19 em Manaus foram feitas pelo pesquisador Jesem Orellana, sem que fossem apresentados números que comprovem sua tese.

Os dados divulgados diariamente pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), consolidados principalmente com informações enviadas pelos municípios do Amazonas, não permitem afirmar que há uma segunda onda de casos. A avaliação da vigilância estadual é que o aumento recente de casos está relacionado ao descumprimento de medidas de distanciamento social, uso de máscaras e álcool gel.

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