quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Você sabe como é feito o tratamento da malária? Confira agora!

No Brasil, a doença é mais comum em estados da região amazônica, como Acre, Amapá, Amazonas e Maranhão.
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A malária é uma doença com maior incidência em países que possuem climas tropicais e subtropicais. (Foto: Reprodução)

A malária é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a doença é mais comum em estados da região amazônica, como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, por se encontrarem em áreas tropicais e subtropicais.

Saiba as causas, sintomas, como é feito o tratamento da malária e medidas de prevenção.

O que é a malária?

A malária é uma doença com maior incidência em países que possuem climas tropicais e subtropicais. Ela recebe diversos nomes, tais como sezão, paludismo, maleita, febre terçã e febre quartã. O transmissor da doença é o Anopheles, um tipo de mosquito semelhante ao pernilongo, cujas picadas ocorrem predominantemente ao entardecer e durante a noite.

Como contrair a malária?

A malária é causada pela presença do parasita Plasmodium, transmitido pela picada do mosquito Anopheles infectado.

Após a picada, o parasita entra na corrente sanguínea e se aloja no fígado, onde se multiplica. Em seguida, os parasitas invadem os glóbulos vermelhos, causando sua destruição e liberando toxinas no organismo.

Os sintomas da malária

Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (que começa e para de repente, a cada três dias), dores de cabeça e musculares, coração acelerado, baço inchado e, às vezes, delírios.

Em casos mais graves, quando a pessoa é infectada pelo Plasmodium falciparum, existe uma chance em dez de desenvolver uma forma de malária chamada cerebral, que é bem perigosa e pode até matar.

Além dos sintomas comuns, a pessoa pode ter rigidez no pescoço, problemas de sensibilidade, confusão, sono ou agitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça fortes, podendo até entrar em coma.

Como tratar a malária?

O diagnóstico preciso da malária é fundamental para iniciar o tratamento adequado. A suspeita clínica deve ser confirmada por exames laboratoriais, como a gota espessa e o teste rápido de diagnóstico da malária (RDT).

É importante identificar a espécie de Plasmodium causadora da infecção, pois isso influenciará a escolha do tratamento.

O tratamento da malária deve seguir as orientações do Manual de Terapêutica da Malária, que foi feito pelo Ministério da Saúde.

O tipo de tratamento vai depender do tipo de Plasmodium que está infectando a pessoa. Além disso, se a doença estiver mais grave, pode ser necessário usar medicamentos injetáveis que agem mais rápido para matar os parasitas e evitar complicações sérias.

Medicamentos Antimaláricos: Existem diferentes classes de medicamentos antimaláricos disponíveis, incluindo a artemisinina, os derivados da quinina e as combinações de medicamentos.

A terapia combinada é amplamente recomendada para evitar o desenvolvimento de resistência aos medicamentos.

Os medicamentos antimaláricos devem ser administrados de acordo com a posologia correta, duração do tratamento e intervalos específicos, conforme recomendado.

Medidas de Suporte: Além da terapia antimalárica, medidas de suporte também são essenciais no manejo da malária.

Estas incluem o controle da febre, hidratação adequada, tratamento de complicações associadas, como anemia, hipoglicemia e distúrbios eletrolíticos, e monitoramento regular do paciente durante o tratamento.

Período de incubação: O período de incubação varia de acordo com o tipo de malária, indo de 7 a 28 dias a partir do momento da picada.

Como se prevenir?

A prevenção da malária é uma parte fundamental da estratégia global de controle da doença. Confira algumas medidas que podemos tomar para nos prevenir da malária:

Uso de repelentes: Utilize repelentes comprovadamente eficazes contra mosquitos, especialmente durante os períodos de maior dos vetores, ao amanhecer e ao anoitecer.

  • Proteção com roupas adequadas: Vista roupas de mangas longas, calças compridas e sapatos fechados para reduzir a exposição ao mosquito.
  • Telas e mosquiteiros: Utilize telas de proteção nas janelas e portas, bem como mosquiteiros nas camas, para evitar a entrada dos mosquitos.
  • Eliminação de criadouros: Reduza o número de mosquitos eliminando água parada, como recipientes e pneus que possam servir de criadouros.
  • Vacinação: Procure informações sobre a disponibilidade e eficácia da vacina contra a malária, especialmente para grupos de maior risco.

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