quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Projetos do Instituto Mamirauá apresentados em painel de bioeconomia do G20

O manejo sustentável do Pirarucu, metodologia criada pelo Instituto Mamirauá em parceria com as comunidades tradicionais que neste ano completa 25 anos de implementação foi um dos destaques da apresentação
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Manejo do Pirarucu: um dos rojetos do Instituto Mamirauá (Foto: Divulgação)

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá participou da mesa “Bioeconomy for traditional and rural communities na indigenous peoples” durante a reunião do G20 realizada em Manaus e que reúne representantes das maiores economias do mundo: 19 países, além da União Africana e a União Europeia, com o objetivo de discutir políticas públicas de meio ambiente, conservação e desenvolvimento sustentável.

João Valsecchi, diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, apresentou os projetos e programas de bioeconomia coordenados pela instituição. Um dos destaques foi dado ao manejo sustentável do Pirarucu, metodologia desenvolvida pelo Instituto Mamirauá com as comunidades tradicionais, que neste ano completa 25 anos de implementação.

“É um caso de sucesso na conservação da biodiversidade e garantia dos modos de vida dos ribeirinhos. Antes em risco de extinção, a população de pirarucus aumentou em 620% nas áreas manejadas e o tamanho médio na fase adulta saltou de 1.27m, em 1998, para 1.95m, em 2020”, disse o diretor.

Outros projetos voltados ao manejo da biodiversidade e às cadeias produtivas, como os manejos do açaí, do mel de abelhas nativas, da madeira e da farinha, iniciativas demandas pelas comunidades amazônidas, também foram destacados por Valsecchi.

O diretor ressaltou ainda sobre a importância do trabalho de pesquisa desenvolvido pela instituição e o seu impacto na ciência, a exemplo de uma publicação científica em colaboração internacional na revista científica britânica Nature e que teve a participação de cientistas brasileiros do Instituto Mamirauá.

A pesquisa comparou o genoma de mais de 200 espécies de primatas com o objetivo de buscar a cura para uma série de doenças. “A Amazônia abriga a maior diversidade de primatas do Planeta. São 130 projetos de pesquisa em andamento no Instituto Mamirauá, com prioridade para a conservação da biodiversidade e para a qualidade de vida dos ribeirinhos”, analisou.

O diretor encerrou sua apresentação sinalizando o momento atual do Instituto Mamirauá, suas perspectivas e novos projetos cujo objetivo é fortalecer o trabalho de pesquisa científica e de manejo da biodiversidade do Mamirauá em parceria com as comunidades tradicionais e indígenas em 36 áreas protegidas da Amazônia.

Em 2024 o instituto criou a Rede Amazônica de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade, envolvendo sete institutos do Brasil, Colômbia, Equador e Peru. A Rede conta com a articulação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras iniciativas que já estão em andamento.

Sustentabilidade Climática e Ambiental

Até a próxima sexta-feira (21/06), Manaus está recebendo a reunião do Grupo de Trabalho do G20 sobre Sustentabilidade Climática e Ambiental, também no Centro de Convenções Vasco Vasques.

O Brasil assumiu a presidência do G20 em 1º de dezembro de 2023, pelo período de um ano, e colocou na pauta três prioridades: (i) combate à fome, à pobreza e às desigualdades; (ii) as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental); e (iii) a reforma das instituições de governança global. O G20 reúne as maiores economias do mundo: 19 países, além da União Africana e a União Europeia.

G20 e Bioeconomia

A Iniciativa é uma das novidades apresentadas pela presidência do Brasil no G20. Trata-se da primeira vez que o tema da bioeconomia é discutido multilateralmente. A proposta brasileira, juntamente com a prioridade dada ao tema do desenvolvimento sustentável no G20, insere-se na tradicional liderança brasileira nas discussões internacionais sobre desenvolvimento sustentável, principalmente desde a Cúpula da Terra, em 1992; da Rio+20, em 2012, e que caminha para a realização, no Brasil em 2025, da COP-30.

Com informações da assessoria

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