quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O que está acontecendo em Maceió? Entenda os riscos de desabamento em parte da cidade

A possibilidade do desabamento levanta a preocupação da abertura de uma cratera com até 300 metros de diâmetro.
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Foto: Reprodução/Internet

Na sexta-feira (1º), a Defesa Civil de Maceió declarou alerta máximo diante do perigo iminente de colapso em uma mina de sal-gema na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. A possibilidade do desabamento levanta a preocupação da abertura de uma cratera com até 300 metros de diâmetro.

“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, alertou o órgão.

De acordo com informações oficiais, o deslocamento vertical acumulado da mina atinge 1,42 metros, com uma velocidade vertical de 2,6 centímetros por hora. A mina em questão, conhecida como Mina 18, foi escavada pela Braskem para a extração de sal-gema e estava em processo de fechamento desde que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmou que a atividade contribuiu para o afundamento do solo na região.

A exploração mineral subterrânea, realizada em 35 minas e encerrada em 2019, impactou significativamente os bairros de Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Os problemas começaram a surgir em 2018, com tremores de terra e rachaduras em imóveis e vias públicas após chuvas, levando mais de 55 mil pessoas a deixarem suas residências.

Diante da situação crítica, a Prefeitura de Maceió decretou, na quinta-feira (30), estado de emergência por 180 dias. A área já está desocupada, com a circulação de embarcações restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

Nove escolas foram preparadas para abrigar até 5 mil pessoas afetadas, equipadas com carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, Guarda Municipal e assistência social. Ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e dos Transportes, Renan Filho, visitaram Maceió com uma equipe de técnicos para monitorar a situação.

Em uma manifestação nas redes sociais, Renan Filho enfatizou a necessidade de responsabilizar a empresa pela situação. “A Braskem precisa ser responsabilizada civil e criminalmente pelo crime ambiental cometido em Maceió, garantindo a reparação aos danos materiais e ambientais causados aos maceioenses”, afirmou.

A Braskem, por sua vez, emitiu uma nota destacando que continua mobilizada e monitorando a situação da Mina 18. A empresa assegura que medidas preventivas estão sendo adotadas, com a área isolada desde terça-feira (28), e reitera que a região está desabitada desde 2020. “Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região”, afirmou a empresa.

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