terça-feira, 22 de setembro de 2026

Governo do Amazonas apoia pesquisa que mapeia biodiversidade aquática na RDS do Uatumã

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(Foto: Divulgação / Arquivo pessoal da pesquisadora Neusa Hamada)

Com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), uma pesquisa realizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada a 247 quilômetros de Manaus, resultou na identificação de 11.302 insetos aquáticos, distribuídos por 12 ordens. A ação foi coordenada pela doutora em Entomologia Neusa Hamada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e teve como objetivo estudar a biodiversidade de insetos aquáticos, considerando sua importância ecológica e potencial para o ecoturismo.

A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa Biodiversa Fapeam CT&I, que visa impulsionar a produção de conhecimentos sobre a biodiversidade amazônica. O estudo envolveu coletas em 20 igarapés de mata ripária preservada na RDS do Uatumã, com a utilização de técnicas avançadas de coleta e análise. Equipamentos como redes entomológicas, armadilhas do tipo Malaise, e peneiras metálicas foram usados para capturar insetos, enquanto os parâmetros ambientais foram monitorados com ferramentas multiparâmetros.

O estudo identificou uma predominância de insetos da ordem Diptera (82%), seguidos por Trichoptera (9%) e Odonata. Novas espécies, como representantes dos gêneros Chimarra e Macronema (Trichoptera) e Campsurus (Ephemeroptera), foram registradas. O projeto também teve um impacto significativo na formação acadêmica, colaborando com dissertações, teses e a base de dados global sobre a biodiversidade de insetos aquáticos.

Impactos Sociais e Educação Ambiental

Além dos benefícios acadêmicos e científicos, a pesquisa também gerou impactos sociais importantes ao envolver as comunidades da RDS do Uatumã. Oficinas práticas foram realizadas com moradores locais, focando na coleta e identificação de insetos aquáticos, principalmente libélulas. Também foram realizadas atividades em escolas, promovendo a educação ambiental entre crianças e adolescentes com jogos, palestras e materiais didáticos.

A distribuição de livros paradidáticos e guias de campo acessíveis reforçou a educação ambiental e capacitou professores e moradores para preservar a biodiversidade local. Segundo Neusa Hamada, coordenadora da pesquisa, o apoio da Fapeam foi fundamental para viabilizar o projeto, permitindo a realização das expedições de campo e a aquisição de equipamentos necessários para o estudo.

Fomento à Pesquisa e Contribuição aos ODS

O apoio da Fapeam também possibilitou a concessão de bolsas para estudantes e profissionais, contribuindo para a formação de novos especialistas em biodiversidade e conservação. A pesquisa contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente para os ODS 4 (Educação de Qualidade), 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima), 14 (Vida na Água) e 15 (Vida Terrestre).

O Programa Biodiversa, responsável pelo fomento à pesquisa e inovação em biodiversidade, visa apoiar propostas que contribuam para a conservação ambiental, o uso sustentável da diversidade amazônica e a formulação de políticas públicas de preservação.

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