Dados da Matriz de Avaliação de Risco da Covid-19, produzida pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), destacam que o Amazonas entrou na Fase Verde, com risco muito baixo de transmissão da doença. Foi com base nisso que o governador Wilson Lima recomendou a desobrigação do uso de máscara no Estado, tanto em locais abertos, quanto nos fechados.
No entanto, o prefeito de Manaus, David Almeida, informou que manterá a obrigatoriedade do uso do item de segurança em locais fechados. A exigência deve ser mantida até o dia 30 de março, quando se completa o período de 14 dias de monitoramento das condições epidemiológicas da população, após o município liberar o uso das máscaras em locais abertos.
Ainda de acordo com o prefeito, Manaus só deve avançar para novas etapas de flexibilização das medidas protetivas contra a Covid-19 se as condições epidemiológicas, tais como número de casos novos, internações e óbitos, se mantiverem em queda.
População com saúde vulnerável deve manter o uso
A FVS divulgou, ontem (23), uma note técnica com recomendações de uso de máscara de proteção respiratória contra a Covid-19 em unidades de saúde e pela população com saúde vulnerável. A nota está disponível .
Conforme a nota, a recomendação de uso de máscara, dentro do contexto da Covid-19, segue mantida para serviços de saúde onde há maior risco de exposição e presença de pessoas suscetíveis à infecção, como unidades básicas de saúde, clínicas, laboratórios, hospitais públicos ou privados e instituições de longa permanência.
Para a população em geral, o uso da máscara é facultativo tanto em ambientes internos como externos (com exceção dos serviços de saúde).
A recomendação é o uso de máscara, em especial em ambientes fechados e de longa permanência, para pessoas com doenças imunossupressoras, pessoas com 70 anos ou mais, em especial aqueles que possuem doenças crônicas; além de gestantes com ou sem comorbidades.
Na população em geral, encaixam-se na categoria de imunossuprimidos pessoas com imunodeficiência grave, quimioterapia para câncer, transplantados, pessoas vivendo com HIV, uso de corticóides em doses maiores que 20mg/dia de prednisona (ou equivalente) por mais de 14 dias, uso de drogas imunomoduladoras e imunobiológicos, doenças autoimunes em atividade e pacientes em hemodiálise.
Entre as comorbidades de pessoas com mais de 70 anos estão hipertensão arterial e diabetes mellitus não controladas, obesidade, câncer, doença renal crônica, cirrose hepática, doenças pulmonares crônicas, tabagismo, doenças cardiovasculares prévias e doenças hematológicas.
Com informações das assessorias
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