O surto de gripe elevou expressivamente a procura por antigripal, analgésico e antitérmico, além de medicamentos correlatos como xaropes e vitaminas, ocasionando a falta desses produtos em farmácias, na capital. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Drogas do Estado do Amazonas (Sindidrogas-AM), os laboratórios estão em recesso e a previsão para a retomada das distribuições dos produtos é de 45 dias.
O presidente do Sindidrogas, Alarico Araujo, relata que no mês de dezembro, tradicionalmente, as farmácias abastecem o estoque de medicamentos em volume superior aos meses anteriores por conta da pausa no final de ano na produção dos laboratórios fabricantes das drogas. Mas, as empresas foram surpreendidas pelo surto da gripe e o estoque programado para durar até o retorno da operação dos laboratórios, em alguns casos, já encerrou.
Proprietários de farmácias tentaram efetuar pedidos às dez distribuidoras que operam em Manaus, além de tentativas com fornecedores de Fortaleza (CE), Belém (PA) e São Paulo (SP). Mas, nenhum distribuidor tem medicamentos para tratamento de gripe para atender ao segmento farmacêutico em Manaus, devido à alta demanda nacional.
“O setor não estava preparado para esse surto. Vendemos o dobro ou até o triplo da quantidade de medicamentos para gripe, em dezembro, em relação à quantidade normalmente comercializada. A situação deve ficar ainda mais difícil caso os casos de gripe aumentem ainda mais. Torcemos para que os laboratórios se sensibilizem e voltem a produzir antes do tempo previsto”, comentou Araujo.
Consumidor poderá sentir leve aumento nos preços
Conforme Araujo, é possível que os laboratórios farmacêuticos, ao retomarem a produção, repassem os produtos sem o desconto normalmente considerado no ato do fornecimento às distribuidoras. Com o ‘corte’ no desconto, a distribuidora repassa o medicamento às farmácias por preço que segue a tabela do governo federal.
O consumidor poderá sentir, no caso, a retirada desse desconto (do laboratório), caso aconteça.
“É a lei da oferta e demanda e isso acontece sempre que há aumento na procura por qualquer medicamento”, comentou o presidente.