quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Startup que vendem para governos amargam com falta de financiamento

COMPARTILHE

O BrazilLAB, hub de inovação Govtech – que interliga startups com órgãos estatais – em parceria com o CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, elaborou no final de setembro o relatório “As Startups GovTech e o Futuro do Governo no Brasil”.

O levantamento traz uma radiografia do ecossistema GovTech no Brasil, abordando temas como distribuição regional, perfil das empresas, focos de atuação, maturidade, modelos de negócios e adoção de soluções tecnológicas desenvolvidas por startups pelos governos.

Segundo dados do estudo, o Brasil tem atualmente mais de 12 mil empresas e a distribuição destas pelo país tem acentuada concentração regional: são 5.730 no Sudeste, 2.231 no Sul, 994 no Nordeste, 580 no Centro-Oeste e somente 228 na região Norte.

De todas essas, somente 80 startups GovTechs são consideradas como mais relevantes, ou seja, aquelas que vendem de maneira consistente para governos ou atuam em parcerias com o setor público de forma recorrente.

Mas, o relatório aponta que esse é um mercado subaproveitado, pois o potencial ultrapassa o número de 1.500 startups com potencial para atuação no mercado Business to Government, o chamado B2G.

A pesquisa aponta que os principais problemas para o fortalecimento do ecossistema GovTech são os financiamentos, pois não há um fundo de investimento para apoiar a atuação deste tipo de startup, seja ele privado ou até mesmo público.

COMPARTILHE