quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Saiba quem é Simone Tebet, aposta para terceira via nas eleições presidenciais

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Escolhida pelo MDB e pelo Cidadania para ser a pré-candidata à Presidência da República, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é apontada como o nome da “terceira via” para o Planalto, em oposição às campanhas de Luíz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Messias Bolsonaro (PL).

A senadora iniciou a vida política no Mato Grosso do Sul onde se destacou como parlamentar e como prefeita. Ela foi eleita para o primeiro mandato eletivo em 2002, com 25.250 mil votos como deputada da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (ALMS).

Depois de dois anos atuando ativamente na Assembleia, concorreu à prefeitura de sua cidade natal, Três Lagoas (MS). Em 2004, Simone Tebet foi a primeira mulher eleita para o executivo municipal, obtendo 66,72% dos 43.832 votos. Em 2008, foi reeleita para a prefeitura de Três Lagoas, com uma das maiores aceitações do Estado, atingindo 76% dos votos válidos.

Em 2011 também foi a primeira mulher a assumir o cargo de vice-governadora de Mato Grosso do Sul, na gestão do então governador André Puccinelli.

Como vice-governadora teve um papel atuante, esteve oito vezes interinamente à frente do governo. Também foi Secretária de Governo entre abril de 2013 e janeiro de 2014.

Em 2014 Simone foi eleita ao Senado Federal com 640.336 mil votos, o que corresponde a 52,61% do eleitorado de Mato Grosso do Sul. Desde então, atua como Senadora da República, pelo MDB.

Marco na CPI da Covid-19

No ano passado, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado, criada para apurar a omissão do Governo Federal no combate à pandemia, Simone Tebet se destacou em conseguir arrancar uma informação que comprometia o Palácio do Planalto em esquema de compras de vacinas contra o coronavírus.

O deputado Luiz Miranda (DEM-DF) denunciava um esquema de corrupção dentro do Governo para a compra da vacina Covaxin. Ele dizia na sessão que havia conversado pessoalmente com o presidente Bolsonaro, que teria respondido que o problema era coisa de uma terceira pessoa.

Durante a sessão, vários senadores tentaram arrancar quem seria a pessoa de conhecimento do presidente, mas Miranda dizia não se lembrar.

Foi então que Simone Tebet apelou para o histórico do deputado. Em tom emotivo, a senadora afirmou que a opinião pública apoiaria o deputado e que ele não precisava temer o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Emocionado, Miranda acabou revelando que Bolsonaro falava do deputado Ricardo Barros (PP-PR), na época líder do Governo no Congresso.

Texto: Emerson Medina

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