Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado entregaram o relatório final do colegiado na manhã desta segunda-feira (22), na sede do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas e no Ministério Público do Amazonas (MPE-AM). O documento indica mais de 89 pessoas, entre elas autoridades do Amazonas.
Omar Aziz (PSD), presidente da CPI, e Randolfe Rodrigues (Rede/AP), vice-presidente da comissão, se reuniram com os respectivos procuradores gerais dos dois órgãos. O Ministério Público é que decide quais sugestões de indiciamento vai virar um processo de responsabilização.
“Entregamos o relatório em mãos para o procurador-chefe, Thiago Pinheiro Corrêa, para a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Michele Corbi, e para o coordenador do Gaeco, Henrique Valadão. Estamos à disposição no Senado Federal. A nossa posição de respeitar as instituições é muito clara e o que pudermos contribuir podem contar conosco”, disse Omar Aziz.
A CPI da Covid do Senado encerrou seus trabalhos no último dia 26, depois da aprovação do relatório final que propôs o indiciamento do governador Wilson Lima (PSC), por epidemia com resultado morte e prevaricação, além do ex-secretário de saúde, Marcellus Campêlo, indiciado por prevaricação.
O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da saúde, e a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, médica Mayra Pinheiro, também foram indiciados pela falta de oxigênio no Amazonas.
Capítulo dedicado ao Amazonas
O relatório reservou 32 páginas para “A crise do Estado do Amazonas e a falta de coordenação do Governo Federal”.
O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB/AL), enumerou os antecedentes da crise, destrinchou a falta de oxigênio ocorrida em janeiro deste ano, analisou a transferência de pacientes para outros estados e criticou a aplicação do tratamento precoce na capital amazonense.
Renan Calheiros também dedicou parte do relatório que trata da crise no Amazonas ao que ele chamou de “déficit de coordenação por parte do governo federal”.
Texto: Jefferson Ramos