Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicada na revista Molecular Human Reproduction, aponta que proteína Eppin pode levar à produção de anticoncepcional masculino.
O estudo afirma que a proteína é capaz de regular a movimentação do espermatozoide e assim ajudar no desenvolvimento de medicamentos que controlem a fertilidade dos homens. Os experimentos foram feitos em camundongos, onde foram usados anticorpos para descobrir quais são os pontos da Eppin, que tem função semelhante nos camundongos e nos seres humanos.
Após a ejaculação, o espermatozoide precisa nadar para chegar ao óvulo e fazer a fecundação. Porém, com a proteína, antes da ejaculação, os espermatozoides não se movimentam. Segundo pesquisadores, um medicamento que fosse capaz de interromper a movimentação dos espermatozoides seria um anticoncepcional com efeito quase imediato. No entanto ao longo das últimas décadas, o desenvolvimento desse anticoncepcional masculino tem enfrentado dificuldades devido a falta de financiamento pelas indústrias farmacêuticas.