Em Glasgow, na Escócia, a missão do vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, na COP26 é mostrar que, no Brasil, produção de alimentos e sustentabilidade caminham de mãos dadas. Ele comentou o assunto com a TV RealTime1 nesta terça-feira (9).
Segundo ele, que também atua como presidente da Federação Amazonense de Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea/Senar), é importante mostrar este alinhamento entre produção e sustentabilidade para que “o mundo reconheça e valorize esse esforço brasileiro”.
“Nós consideramos que a COP26 é uma oportunidade ímpar para que o Brasil e agropecuária brasileira possa mostrar pro mundo o esforço que os produtores fazem para trilhar o caminho da sustentabilidade”, ressalta Muni Lourenço.
Muni revela ainda que o Brasil vem se destacando em nível mundial na questão da segurança alimentar. Segundo o vice-presidente da CNA, o país produz cinco vezes mais do que é consumido pela população brasileira. Ele explica que isso faz com que a ONU deposite no Brasil uma expectativa muito grande de saciar a demanda por comida no mundo.
Muni diz também que há uma expectativa muito grande, principalmente com a entrada dos Estados Unidos nas negociações da Conferência, para os assuntos relacionados ao mercado de carbono e aos aportes financeiros dos países desenvolvidos aos que estão em desenvolvimento, como o Brasil.
“Vai ser importante para que possamos acelerar a sustentabilidade em todas as atividades produtivas”, destaca Muni, descartando que haja algum choque ou polarização entre os modos de produção.
“Temos um território amplo e que nos permite todas as nuances em perfeita harmonia e sintonia, desde à agricultura familiar. A expectativa da pequena produção é sempre se harmonizar e ganhar escala. Não há choque, polarização ou indisposição”, concluiu.
Os compromissos já firmados pelo Brasil na COP, a ausência de Bolsonaro na Conferência e outros temas podem ser vistos abaixo, na entrevista completa de Muni ao RealTime1: